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Com 2ª maior população indígena do país, apenas uma cidade de MS bate meta de imunização em aldeias

No Estado, 28 municípios iniciaram a vacinação contra Covid-19 em três semanas

09/02/2021 08h44
Por: Gabrielle Borges

Desde a primeira semana de campanha em Mato Grosso do Sul, apenas um município bateu a meta de vacinação contra Covid-19 em indígenas que vivem em aldeias. Assim, outros 27 já iniciaram a imunização, porém não atingiram todo o público-alvo em três semanas.

São 28.217 indígenas que vivem em aldeias vacinados em MS. De acordo com os microdados da SES (Secretaria de Estado de Saúde), Bela Vista é o município que atingiu a meta de vacinação.

Na cidade a 324 de Campo Grande, 192 doses já foram aplicadas. Ainda que tenha vacinado 100% da meta, ainda existem 21 indígenas não imunizados em Bela Vista e exatamente o mesmo número de doses disponíveis.

Todos os municípios receberam doses equivalentes à quantidade de indígenas que vivem em aldeias. Por exemplo, a cidade que mais possui este grupo prioritário é Dourados, com 11.600 de população estimada. Assim, foram enviadas 11,6 mil doses da Coronavac. No entanto, apenas 10.440 pessoas foram consideradas como meta da vacinação.

Por fim, sete municípios iniciaram a aplicação da segunda dose da Coronavac. Então, 1.648 indígenas já receberam o reforço do imunizante. Eles são de aldeias de Miranda, Amambai, Paranhos, Coronel Sapucaia, Dois Irmãos do Buriti, Sidrolândia e Nioaque.

Vacina para todos os indígenas

Apesar de integrarem o grupo de pessoas que já estão sendo vacinadas contra o coronavírus, a totalidade de indígenas não foi abraçada. Assim, em vista do cenário crítico da pandemia nesta comunidade, a Justiça determinou que moradores de aldeias urbanas sejam incluídas na vacinação em MS.

A recomendação 01/2021 do MPF (Ministério Público Federal) determina que a União cadastre todos os indígenas localizados em áreas urbanas, ou em contextos urbanos, no Estado. Assim, o processo deverá ser feito por meio da Sesai (Secretaria Especial de Saúde Indígena) e o Dsei (Distrito Sanitário Especial Indígena) de MS.

Indígenas que não vivem em aldeias ou territórios indígenas também devem ser cadastrados. O processo deverá possibilitar a vacinação deste grupo prioritário em totalidade. Para o presidente do Cimi (Conselho Indigenista Missionário), Dom Roque Paloschi, a situação vai além do descaso público.

Aldeia Jaguapiru. (Foto: Divulgação).

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