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sábado, 21 de fevereiro, 2026

Golpe do WhatsApp entra na era Pix e fica mais difícil recuperar o dinheiro

Bancos afirmam que a análise da devolução é feita caso a caso, mas não esclarecem como

15/01/2021 09h00
Por: Deyvid Santos

BRASIL – O golpe não é novo, mas o meio de pagamento sim. A agilidade do Pix atraiu a atenção de criminosos que sequestram contas de WhatsApp para pedir dinheiro aos contatos na lista. Como o novo sistema permite transferências rápidas e gratuitas a qualquer dia e horário, os estelionatários conseguem sacar ou movimentar a quantia rapidamente, reduzindo o tempo da vítima para perceber a cilada e pedir o cancelamento da operação.

Uma vez esvaziada a conta de destino, o estrago está feito. Vítimas ouvidas relatam que os bancos se recusam a devolver o dinheiro, já que a própria pessoa autorizou a transferência depois de cair na artimanha dos criminosos.

Os bancos afirmam que a análise da devolução é feita caso a caso, mas não esclarecem como.

Especialista em direito do consumidor diz que não existe uma obrigação legal de o banco ressarcir a vítima, mas que há decisões judiciais que favorecem tanto instituições financeiras quanto os usuários do serviço bancário.

Tire as principais dúvidas sobre o assunto a seguir:

Caí no golpe e passei dinheiro pelo Pix; o que devo fazer?

Segundo representantes dos bancos e especialistas em direito do consumidor, as orientações pode ser resumida em três passos:

  • Avise imediatamente o banco para o qual o dinheiro foi enviado;

  • Faça um boletim de ocorrência;

  • Caso tenha problemas com o banco, abra uma reclamação no Banco Central.

Antes de efetivar uma transferência via Pix, o sistema mostra o nome completo, o banco e um trecho do CPF do destinatário. Em alguns casos, a chave Pix é o próprio CPF. Essas informações ficam salvas no comprovante virtual da transação.

Se vítima entrar em contato com o banco para o qual o dinheiro foi enviado, a instituição pode bloquear a movimentação da conta e evitar que outras vítimas caiam no mesmo golpe. Caso o dinheiro ainda esteja na conta, fica mais fácil recuperar o valor transferido —por isso é importante ser rápido.

Segundo o Banco Central, o sistema do Pix tem uma funcionalidade de notificação de fraude, em que todas as chaves Pix, CPF/CNPJ e contas envolvidas em alguma transação fraudulenta são marcadas. Essa informação é compartilhada com outras instituições que operam o sistema, para coibir que o golpista continue fazendo novas vítimas.

Informações do site Uol

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