28 C
Três Lagoas
quarta-feira, 1 de julho, 2026

Maioria da bancada de MS foi contra reduzir fundo eleitoral e alega “demagogia”

Proposta rejeitada previa redução de R$ 700 milhões no financiamento público de campanhas

18/12/2019 13h57
Por: Deyvid Santos

BRASÍLIA – A maioria da bancada de Mato Grosso do Sul na Câmara dos Deputados votou pela aprovação dos R$ 2,034 bilhões destinados ao FEFC (Fundo Especial de Financiamento de Campanhas). Dos sete deputados federais pelo Estado presentes em plenário, na noite desta terça-feira (17), quatro votaram de acordo com o valor sugerido pelo presidente Jair Bolsonaro e rejeitaram a alternativa apresentada pelo partido Novo, de R$ 1,363 bilhão ao fundo eleitoral.

O montante para composição do fundo para financiamento de campanhas foi o único item apreciado em separado à proposta orçamentária para 2020. A proposta foi apreciada durante sessão conjunta de deputados e senadores no Congresso Nacional.

Foram favoráveis aos R$ 2 bilhões sugeridos pelo Poder Executivo os parlamentares sul-mato-grossenses Beto Pereira (PSDB), Dagoberto Nogueira (PDT), Fábio Trad (PSD) e Vander Loubet (PT).

Votaram contra esse valor, apoiando a emenda que reduzia o fundo, os deputados Bia Cavassa (PSDB), Luiz Ovando (PSL) e Rose Modesto (PSDB). Loester Carlos (PSL) não compareceu à sessão conjunta, tampouco às sessões ordinárias desta terça-feira (17) da Câmara.

“Populista” – O deputado Fábio Trad justificou que seguiu a orientação de Bolsonaro e disparou contra o corte destacado pelo Novo.

“A proposta do partido Novo é demagógica, populista e quis apenas fazer média com aqueles que são contra o financiamento público de campanha”.

“Que os membros da bancada que votaram contra a orientação do presidente, que votaram para reduzir em R$ 700 milhões, que tenham a dignidade, a hombridade e a vergonha na cara de não usar recursos do fundo nas campanhas”, completou Trad.

Demagogia – Dagoberto Nogueira também destacou acompanhamento à proposta do presidente da República e ainda criticou quem apoiou a alternativa de R$ 1,3 bilhão.

“Não espere de mim hipocrisia e demagogia. Vamos nos mexer para que esses que votaram contra tenham o direito de renunciar ao fundo”.

Posição – O deputado Vander Loubet reforçou a posição petista de apoiar o financiamento público de campanha. Para ele, a discussão em torno do modelo é mais importante que debater o tamanho do fundo.

“[A proposta do Novo] não tem nada a ver. A opinião nossa não é discutir valores, mas o conceito, o modelo de financiamento. Já experimentamos financiamento privado, a relação com as empresas, e a sociedade brasileira mostrou que o fundo público é mais justo”.

Pedido – Por último, Beto Pereira ressaltou que a Câmara optou por não alterar a proposta orçamentária apresentada por Bolsonaro.

“O objetivo do partido Novo era de diminuir o valor proposto pela Lei Orçamentária. No entanto, a Câmara acatou, única e exclusivamente, o pedido feito inicialmente pelo Executivo”.

A proposta de R$ 2 bilhões foi aprovada na Câmara por 242 votos a 167. No ano passado, R$ 1,7 bilhão foi destinado ao fundo.

Com oito representantes na Casa, o Novo contesta o financiamento público. Em manifestação no plenário, o deputado Marcel Van Hattem (Novo-RS) apontou que as campanhas devem ser “mantidas por quem acredita na política e na democracia, por pessoas que apoiam os candidatos, e não pelo povo, que já paga muito imposto e vê pouco resultado nos serviços públicos”.

O financiamento público de campanhas eleitorais foi aprovada pelo Congresso e transformada em lei há dois anos. Na época, o STF (Supremo Tribunal Federal) já havia proibido o uso de recurso privado.

Rejeitado o destaque do partido Novo, a Lei Orçamentária segue para sanção presidencial.

Informações do site Campo Grande News

Beto Pereira (PSDB), Dagoberto Nogueira (PDT), Fábio Trad (PSD) e Vander Loubet (PT) foram favoráveis aos R$ 2,034 bilhões de fundo.

Deu na Rádio Caçula? Fique sabendo na hora!
Siga nos no Google Notícias (clique aqui).
Quer falar com a gente? Estamos no Whatsapp (clique aqui) também.

Veja também

Militar morre após ser baleado por disparos de fuzil durante confronto em MS

SD PM Marcelo Pimenta, de 32 anos, foi atingido durante tentativa de abordagem a suspeitos armados e não resistiu aos ferimentos no hospital

Maior mutirão da história de Três Lagoas promete atender até 15 mil pessoas em cinco dias

Titular da SMS e diretor de Regulação detalham megaestrutura inédita, convoca população a atualizar cadastro e garante força-tarefa para reduzir filas históricas que aguardam atendimento desde 2021

Nasce Ramez, primeiro filho de Tonhão e Mayeny Empke

Bebê nasceu às 7h57, com 4,060 kg e 51 cm, em um momento de emoção e gratidão para a família Empke