O governo dos Estados Unidos emitiu um alerta de nível 4, o mais alto da escala, recomendando que cidadãos norte-americanos não viajem para áreas próximas às fronteiras brasileiras com Paraguai e Bolívia. Em Mato Grosso do Sul, a classificação atinge municípios como Corumbá, Ladário, Ponta Porã, Bela Vista, Porto Murtinho e Mundo Novo, devido aos riscos associados à atuação de organizações criminosas, violência e sequestros.
Em Ponta Porã, o prefeito Eduardo Campos classificou o alerta como um “exagero gritante” e afirmou que a avaliação não corresponde à realidade vivenciada pela população. Segundo ele, a cidade mantém uma rotina normal e o alerta não deve prejudicar o turismo ou a imagem do município.
Já o prefeito de Corumbá, Gabriel Alves de Oliveira, adotou uma posição diferente e afirmou que é necessário reconhecer os desafios específicos de uma região de fronteira. Segundo ele, a atuação de organizações criminosas e os crimes transnacionais exigem atenção permanente, mas o alerta não deve ser interpretado como um retrato da segurança de toda a cidade.
O prefeito também defendeu uma atuação integrada entre forças de segurança estaduais, federais e municipais, com investimentos em inteligência, tecnologia, estrutura e operações permanentes de prevenção e repressão ao crime organizado. Entre as ações citadas está a Operação Integrar – Fronteira, realizada em março deste ano com participação de diferentes órgãos de segurança.
O alerta norte-americano ocorre em meio a episódios recentes de violência associados, segundo investigações e autoridades de segurança, à disputa entre organizações criminosas pelo controle de rotas e atividades relacionadas ao tráfico de drogas. Apesar do cenário, as administrações municipais defendem que os desafios da faixa de fronteira devem ser enfrentados sem generalizar a situação para toda a população e para as atividades turísticas e econômicas dos municípios.


