“Negócio de Família”

Desvios de até R$ 900 mil em Câmara Municipal de Água Clara motivaram operação do GAECO

Segundo a nota divulgada pelo GAECO, o trabalho de investigação acredita que este desvio de dinheiro público teve início com elaborações de processos licitatórios fraudulentos, na modalidade carta convite

 
 

16/04/2019 13h46
Por: Deyvid Santos

 
 
Fotos: GAECO/MPMS - Divulgação Fotos: GAECO/MPMS - Divulgação

Na manhã desta terça-feira (16) o Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), através do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) deflagrou a Operação "Negócio de Família". O objetivo da ação é dar fim à uma organização criminosa voltada à prática dos crimes de peculato, fraude a licitações e falsidade ideológica.

Em uma ação conjunta com a Promotoria de Justiça do Patrimônio Público de Água Clara (MS), o GAECO apurou que a organização atuou por anos desviando valores, que podem chegar ao montante de R$ 900 mil, dos cofres da Câmara Municipal.

Em uma ação conjunta com a Promotoria de Justiça do Patrimônio Público de Água Clara (MS), o GAECO apurou que a organização atuou por anos desviando valores, que podem chegar ao montante de R$ 900 mil, dos cofres da Câmara Municipal.

Foram 15 mandados expedidos pela Comarca de Água Clara em quatro cidades do estado de Mato Grosso do Sul: Três Lagoas, Campo Grande, Água Clara e Paraíso das Águas. Foram oito mandados de busca e apreensão, quatro de prisão preventiva e três mandados de medidas cautelares diversas da prisão.

Durante as investigações, que foram conduzidas pela Promotoria de Justiça de Água Clara, foram apurados desvios de verba pública da Câmara Municipal, através de fraudes em processos licitatórios visando a contratação de assessoria para a gestão pública.

Segundo a nota divulgada pelo GAECO, o trabalho de investigação acredita que este desvio de dinheiro público teve início com elaborações de processos licitatórios fraudulentos, na modalidade carta convite. Esses processos eram direcionados a empresas pré-determinadas.

Desta maneira, a empresa que vencia a licitação não prestava o serviço, porém recebia todos os valores, que eram repassados aos agentes públicos envolvidos.

Durante a operação também foram apreendidas armas de fogo.

Com informações da Assessoria de Comunicação do MPMS