14/11/2017 11h08

Alunos de medicina da UFMS fazem protesto na Câmara Municipal de Três Lagoas

Uma das principais reivindicações deles é a falta de um convênio com algum hospital para eles fazerem o internato (estágio). Atividade é obrigatória a partir do terceiro ano de curso.

 
Por: Flávio Veras
 
 
Acadêmicos que usavam nariz de palhaços e tinham cartazes e faixas (Foto: Flávio Veras / Rádio Caçula) Acadêmicos que usavam nariz de palhaços e tinham cartazes e faixas (Foto: Flávio Veras / Rádio Caçula)

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Os alunos de medicina da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul – Campus 2 de Três Lagoas – fizeram um manifesto na Câmara Municipal na manhã de hoje (14) para reivindicar melhorias em diversos quesitos que afetam a formação deles. O plenário da sessão ficou lotado com diversos acadêmicos que usavam nariz de palhaços e tinham cartazes e faixas composta com uma das suas principais demandas.

De acordo com aluna de medicina e representante do Centro acadêmico de Medicina Dercir Pedro de Oliveira, Larissa Tsukuda, uma das reivindicações prioritárias é a falta de um convênio com algum hospital da cidade para que eles possam fazer o internato (estágio), obrigatório para alunos que estão no quarto ano da graduação.

"Nossa esperança era a chegada do Hospital Regional, porém a obra teve atraso e acreditamos que nos formaremos e não teremos a chance de fazer o internato lá. Uma alternativa seria um convênio entre a universidade e o Hospital Auxiliadora, mas até o momento os dois órgãos não chegaram a um acordo. No entanto, necessitamos com urgência ter essa definição, porque a partir do ano que vem seremos obrigado a ter essa experiência hospitalar", explicou.

"Uma alternativa seria um convênio entre a universidade e o Hospital Auxiliadora, mas até o momento os dois órgãos não chegaram a um acordo"

— Larissa Tsukuda - Estudante de medicina

A UFMS chegou a sugerir que os alunos façam o internato em Campo Grande (MS), porém a ideia não agradou aos estudantes que já estão estabilizados na cidade. "Essa mudança seria muito drástica, pois temos alunos que mudou com a família para Três Lagoas. Além disso, alugamos casas, apartamentos e alguns até compraram imóveis", pontuou.

Outro tema abordado por Larissa e também é um senso comum entre os docentes é que se, caso a mudança ocorra, à comunidade três-lagoense terá uma perda grande na área médica. "Sabemos que a saúde no Brasil é precária, em cidades do interior isso se agrava ainda mais. A destinação de faculdades de medicina para regiões afastadas dos grandes centros tinha o intuito de estimular a área da medicina nessas localidades. Portanto, muitos alunos que pensavam em permanecer na cidade até após a formação, podem acabar não voltando e sucateando a saúde na cidade, ao contrário do que era esperado com a chegada do curso", enfatizou.

 

APOIO POLÍTICO

Durante a sessão, o vereador Marcos Bazé, que foi procurado pelos alunos, abriu seu pronunciamento falando sobre a situação. Assim como eles, o politico entende a importância do curso e até citou a mãe dele que foi diretora da UFMS e tinha o sonho de trazer a disciplina para Três Lagoas.

"Eu convoco todos os meus colegas vereadores para intervirmos em função do curso de medicina da UFMS, não podemos perdê-lo após tanta luta. Eu proponho que façamos uma comissão composta por alunos, o diretor da instituição, juntamente com nós vereadores para marcarmos uma reunião e tentar um acordo com o Hospital Auxiliadora. Dessa forma, daremos um passo importante para a área da saúde em da nossa cidade", finalizou.

Além dessa reivindicação, o Centro Acadêmico publicou uma carta aberta em sua pagina em uma rede social na qual aborda diversos outros pontos precários que existem na instituição. Para acessar o conteúdo basta clique aqui

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