29/12/2016 – Atualizado em 29/12/2016
“Vou sim, deixa eu pegar essa latinha antes” responde condutora embriagada a PM
Por: Jade Oliveira
Após ser abordada por policiais no Centro de Três Lagoas na tarde de ontem (28), a condutora do veículo, visivelmente embriagada, além de estar dirigindo perigosamente em avenida movimentada, colocando em risco a si mesmo, passageiros e pedestres, assumindo a responsabilidade de provocar possíveis acidentes, a mulher estava com o limite excedido de tripulantes; contendo no banco dianteiro duas pessoas dividindo espaço.
Questionada pela PM, a moça confirmou estar ingerindo bebida alcóolica desde o começo do dia, mas negou-se a realizar o teste do etilômetro. Quando foi convidada a acompanhar a guarda até a Delegacia onde seriam confeccionados os procedimentos pertinentes às infrações de transito e o crime de direção perigosa, foi então que a moça começou a debochar da situação, expelindo palavras de deboches e de racismo contra os militares, “Não gosto dessa raça, não gosto de policia”, acrescentando que iria a delegacia sim, mas no momento conveniente por ela “Vou sim, deixa eu pegar essa latinha antes”.
Após aguardar as atitudes da condutora, os policiais a colocaram no banco traseiro da viatura, segundos depois a mesma pulou para o banco dianteiro, debruçando-se sobre a janela, ficando com metade do corpo para fora, onde começou novamente a ofender a guarnição “Você não vai me prender seu macaco, neguinho, safado”, foram algumas das palavras proferidas por ela.
Após pedir para que a mulher se acalmasse, não obtivendo sucesso, foi dado voz de prisão à autora, que foi colocada no compartimento da viatura, sem a necessidade de algemas, por se tratar de uma mulher e não oferecer riscos aos policiais.
Como forma de tentar resistir à prisão a moça passou a chutar o compartimento no qual estava momento essa que foi necessário algema-la, para garantir sua integridade física e evitar danos ao patrimônio público.
Ao chegar à Delegacia a motorista, ainda com resistência, continuou com desacatos e passou inclusive a ameaçar os militares, dizendo que viria de São Paulo pra cá com amigos que são da corporação e que teria parente policial na cidade, e que esse daria cabo de suas vidas.
Ao chegar a Policia Civil a condutora teve seus direitos constitucionais preservados, recebeu a visita de seu marido e da advogada, que a acompanhou durante depoimento da ocorrência. A mesma recebeu pronto atendimento por uma equipe do Corpo de Bombeiro Militar, que constatou uma pequena lesão no dedo médio da mão, possivelmente provocada enquanto a moça se debatia dentro da viatura, aferiu sua pressão e a liberou para continuidade na ocorrência.
Logo após a condutora apresentou sintomas de principio compulsivo e foi encaminhada para UPA – Unidade de Pronto Atendimento, foram entregues na DEPAC- Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário 29 latas de cerveja Skol fechadas, 1 garrafa de cerveja Skol beats vazia e 1 garrafa de bebida alcoólica catuaba vazia, recolhidas do carro da condutora.



