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sexta-feira, 27 de março, 2026

Violência sexual atinge quase 30% das adolescentes em MS, aponta pesquisa

Levantamento revela aumento dos casos, predominância de agressores próximos e alta incidência entre crianças e jovens.

Um cenário alarmante marca a realidade de adolescentes em Mato Grosso do Sul: quase três em cada dez meninas, entre 13 e 17 anos, já sofreram algum tipo de violência sexual. Os dados são da Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE) 2024, divulgada pelo IBGE.

De acordo com o levantamento, 29,3% das meninas relataram situações como toques sem consentimento, beijos forçados ou exposição do próprio corpo contra a vontade. Entre os meninos, o índice é significativamente menor, atingindo 12%.

A pesquisa também aponta que a violência ocorre, na maioria das vezes, dentro do círculo de convivência das vítimas. Familiares lideram os registros, seguidos por pessoas conhecidas, parceiros e amigos, evidenciando que o risco está, frequentemente, em ambientes considerados de confiança.

No total, cerca de 20,4% dos estudantes sul-mato-grossenses já passaram por algum tipo de violência sexual, que representa mais de 34 mil jovens. O número coloca o estado na 7ª posição nacional. Em comparação com 2019, houve crescimento de 5,3% nos casos, sendo o aumento mais expressivo entre meninas, com alta de 7,8%.

Outro dado preocupante envolve os casos de estupro. Segundo a pesquisa, 9,1% dos estudantes afirmaram já ter sido forçados a manter relação sexual. Entre as meninas, o percentual chega a 13%, mais que o dobro dos meninos. Em mais de 70% dos casos, a violência ocorreu quando a vítima tinha até 13 anos.

Dados da Sejusp reforçam a gravidade da situação: somente em 2024, foram registrados 2.740 casos de estupro no estado. Desse total, mais de 80% das vítimas eram crianças e adolescentes, e a grande maioria, mulheres.

Especialistas alertam que os números reforçam a necessidade de políticas públicas eficazes, fortalecimento das redes de proteção e incentivo à denúncia, para enfrentar um problema que ainda permanece, em grande parte, invisível dentro da sociedade.

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