Operação conjunta identificou milhares de produtos sem registro ou autorização sanitária durante fiscalização em Campo Grande
Uma ação conjunta da Vigilância Sanitária Estadual e dos Correios resultou na apreensão de milhares de medicamentos irregulares enviados de forma ilegal em Mato Grosso do Sul. A operação foi realizada entre os dias 9 e 12 de janeiro, na unidade da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (EBCT), em Campo Grande, e teve como foco o combate ao comércio e transporte de produtos sem registro ou em desacordo com a legislação sanitária.
A fiscalização foi conduzida pela Secretaria de Estado de Saúde (SES), por meio da Coordenadoria de Vigilância Sanitária Estadual (CVISA). Durante a ação, equipes da Gerência de Medicamentos e Produtos para Saúde (GEMPS) analisaram 570 encomendas que haviam sido previamente retidas pelo setor de segurança postal dos Correios, após a identificação de conteúdo suspeito por meio de equipamentos de raio-X.
Entre os materiais apreendidos estavam 3.168 ampolas de tirzepatida, 78 canetas de retratutida, além de semaglutida, somatropina, esteroides anabolizantes, toxina botulínica, oxandrolona, lisdexanfetamina e suplementos alimentares. Todos os produtos estavam sem comprovação de procedência, registro ou autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
De acordo com a Vigilância Sanitária Estadual, foi identificada uma mudança na estratégia dos remetentes ilegais, que passaram a enviar ampolas para abastecimento das chamadas canetas emagrecedoras, em vez de encaminhar os dispositivos completos. A confirmação das irregularidades ocorre somente com a abertura dos pacotes, realizada conforme os protocolos legais e na presença da autoridade sanitária.
As apreensões ocorreram em razão do descumprimento de diversas normas, incluindo leis federais e estaduais que regulam o registro, a comercialização e o transporte de medicamentos no Brasil, além de resoluções específicas da Anvisa.
A SES alerta que o uso de medicamentos, especialmente os voltados ao emagrecimento, sem prescrição médica e adquiridos por meios informais, representa risco grave à saúde. Entre os possíveis efeitos estão reações adversas, infecções, intoxicações e outros agravos. A Secretaria reforça que o tratamento da obesidade deve seguir critérios clínicos reconhecidos e ser acompanhado por profissionais de saúde habilitados.
A população pode colaborar com o combate ao comércio ilegal denunciando a venda, o transporte ou o uso irregular de medicamentos à Vigilância Sanitária Estadual.
Com informações Agência GOV.MS


