06/08/2014 – Atualizado em 06/08/2014
Vazio Sanitário reduz em 95% registro de ferrugem asiática em MS
Queda será debatida em encontro nacional em Bonito
Por: Diário Digital
Em oito anos as ocorrências de ferrugem asiática em Mato Grosso do Sul diminuíram de 613 para 31, queda de 95%. De acordo com o chefe da Embrapa Agropecuária Oeste, Guilherme Asmus, o declínio das ocorrências se deve ao Vazio Sanitário, período de 15 de junho a 15 de setembro, quando fica proibido o cultivo de soja no Estado. Esta e outras questões de fitossanidade serão debatidas durante o 14º Encontro Nacional de Plantio Direto na Palha, que acontecerá entre 12 e 14 de agosto em Bonito (MS).
Em 2006, quando implantado o Vazio Sanitário no Estado, apenas a Embrapa diagnosticava a ferrugem asiática. Naquele ano foram 190 casos de ferrugem só em Dourados e 34 em Maracaju, por exemplo. Já na safra 2013/14, com apoio da Fundação MS e Fundação Chapadão para os registros, Dourados e Maracaju tiveram apenas um foco cada.
Segundo Asmus, o plantio da soja safrinha em Mato Grosso do Sul pode ser um risco para a manutenção das estatísticas da ferrugem asiática. “O produtor rural é livre para plantar em janeiro ou fevereiro, mas deve estar atento ao risco fitossanitário que pode causar”, alerta o chefe da Embrapa, referindo-se à possível resistência das pragas e doenças quanto aos defensivos agrícolas.
Para o coordenador técnico da Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul (Famasul), Lucas Galvan, os avanços fitossanitários também se devem à dedicação dos produtores e entidades ligadas ao meio rural. “O Estado é beneficiado por unir entidades como a Embrapa, duas Fundações de pesquisa, a Aprosoja/MS, Senar e os Sindicatos Rurais, que prestam serviço de orientação e qualificação, contamos ainda com produtores rurais empreendedores que fazem a diferença no andamento de cada safra”, destaca Galvan.



