20.7 C
Três Lagoas
terça-feira, 6 de outubro, 2026

Vacina contra Chikungunya já passa por testes em humanos

A vacina contra o vírus da Chikungunya já está em testes em 24 voluntários no Reino Unido e deve passar por uma nova rodada de testagens ao longo do ano que vem, com entre 120 e 150 pessoas no México.

11/05/2019 11h21
Por: Mirela Coelho

(MUNDO) – Pesquisadores da Universidade de Oxford, no Reino Unido, já realizam testes em humanos para obter uma vacina segura e eficaz contra a chikungunya. O estudo foi apresentado na sexta-feira (10), no Rio de Janeiro, pelo infectologista mexicano Arturo Reyes-Sandoval, no Simpósio Desafios e Oportunidades na Pesquisa Clínica em Chikungunya: Produzindo Evidências para Saúde Pública.

A vacina contra o vírus da Chikungunya já está em testes em 24 voluntários no Reino Unido e deve passar por uma nova rodada de testagens ao longo do ano que vem, com entre 120 e 150 pessoas no México. Arturo conta que os testes realizados atualmente buscam uma dosagem eficiente para a imunização, que já demonstrou não apresentar efeitos adversos. O estudo no México deve avaliar também a possibilidade de uma vacina que combine a imunização da chikungunya e da zika de forma segura. Caso a pesquisa caminhe no melhor dos cenários, estima, uma vacina contra a doença pode estar disponível em cinco anos.

O pesquisador afirma que, ao contrário de outros vírus, o da chikungunya tem uma capacidade limitada de mutação, o que permitiu que os pesquisadores mapeassem todas as suas formas registradas e criassem uma vacina com base em uma sequência genética que abrange todas e permitisse precaver futuras mutações.

“Estarmos um passo à frente do vírus”, comemora Arturo. Ele afirma que o principal entrave para os avanços no combate à doença eram a falta de conhecimento e de financiamento para as pesquisas. “Historicamente, a grande dificuldade foi a falta de interesse. Agora, a chikungunyua está em muitas partes do mundo e está chegando à Europa. Isso favorece o financiamento.”

A presença do vírus no Brasil e a capacidade de instituições como o Instituto Butantan e a Fundação Oswaldo Cruz fazem com que o país seja um importante parceiro para o futuro das pesquisas desenvolvidas em Oxford, aponta Arturo Reyes-Sandoval.

“Depois de testarmos no México, considero que o país mais importante para finalizar esse desenvolvimento é o Brasil. O Brasil tem capacidade econômica e instituições fortes para poder produzir a vacina.”

Da Redação com informação da Agência Brasil

Arquivo/Agência Brasil

Deu na Rádio Caçula? Fique sabendo na hora!
Siga nos no Google Notícias (clique aqui).
Quer falar com a gente? Estamos no Whatsapp (clique aqui) também.

Veja também

Governo de MS transfere ponto facultativo do Dia do Servidor e cria feriadão de quatro dias

O Governo de Mato Grosso do Sul alterou o calendário de pontos facultativos de 2026 e transferiu para sexta-feira, 30 de outubro, a folga...

Atletas de Três Lagoas vencem Circuito Estadual de Vôlei de Praia

A Prefeitura Municipal celebra mais uma vez a vitória de grandes e talentosas atletas do Vôlei de praia assistidas pela Secretaria Municipal de Esporte,...

Prefeitura prepara Cemitério Municipal para o Dia de Finados e abre inscrições para comércio no local

A Prefeitura de Três Lagoas iniciou os preparativos para receber os visitantes no Cemitério Municipal Campo Santo de Santo Antônio durante o período de...
error: Conteúdo Protegido