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USP e Unicamp sobem em ranking universitário dos Brics

19/06/2014 – Atualizado em 19/06/2014

Apesar do avanço, relatório da consultoria britânica QS diz que instituições brasileiras ainda falham na tarefa de atrair estudantes estrangeiros

Por: VEJA

A consultoria britânica Quacquarelli Symonds (QS), especializada em ensino superior, divulgou nesta terça-feira o ranking das melhores universidades no grupo dos Brics, que reúne Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul. A Universidade de São Paulo (USP) e a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), únicas instituições brasileiras entre as dez melhores, subiram uma posição cada em comparação ao levantamento do ano anterior. A USP ficou com a 7ª colocação e a Unicamp, com a 9ª. Confira o ranking completo no site da consultoria.

O destaque foi a China, que tem seis universidades entre as dez melhores. A Universidade de Tsinghua e a Universidade de Pequim ficaram em 1º e 2º lugares na lista, respectivamente. O ranking leva em consideração a qualidade de pesquisa, ensino, empregabilidade e inserção global das instituições e mede indicadores como quantidade de alunos por professor, citações em artigos científicos, número de docentes e alunos estrangeiros e reputação no mercado.

Segundo a QS, apesar de o Brasil ter passado por uma fase de grande desenvolvimento econômico, ainda enfrenta muitos desafios no mundo acadêmico. “O Brasil tem priorizado o ensino superior através de programas de apoio a pesquisa e subsídios para alunos brasileiros estudarem no exterior. Mas o rápido crescimento do setor revela dificuldades típicas nas novas instituições acadêmicas, onde qualidade do ensino e inclusão social são pedras angulares que requerem foco especial”, disse a consultoria em nota.

Para Danny Byrne, editor sênior do site TopUniversities, responsável pela divulgação do ranking, as instituições brasileiras têm investido mais em internacionalização, um dos fatores levados em conta no levantamento da QS. “As universidades têm atraído corpo docente internacional, resultado do aumento de seus orçamentos de pesquisa, mas deixam a desejar na tarefa de atrair estudantes estrangeiros. Por outro lado, o governo brasileiro está enviando mais estudantes ao exterior através do programa Ciência Sem Fronteiras. Isso poderá aumentar a visibilidade do Brasil como um lugar atraente para estudar.”

Os resultados da análise feita pela QS apontam que, no quesito internacionalização, o Brasil vai na direção contrária da Rússia, cujas universidades atraem muitos estudantes estrangeiros. A consultoria destaca ainda a alta qualidade das instituições russas especializadas em ciência, negócios e engenharias, áreas nas quais o Brasil ainda engatinha. Ainda segundo a nota divulgada, o país poderá alcançar as metas de internacionalização, proporção de alunos por professores e inclusão social se os esforços necessários forem conjugados nesses indicadores, como vem sendo feito na China e na Índia.

Foto: Divulgação

Foto: Divulgação

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