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Usina de Bumlai é invadida por sem-terra que ameaçam incendiar empresa

06/03/2017 13h12

Manifestação faz parte de ato nacional realizado pró-reforma agrária

Por: Correio do Estado

Integrantes de movimento sem-terra invadiram, na manhã desta segunda-feira, a Usina São Fernando, localizada em Dourados e de propriedade de José Carlos Bumlai, pecuarista sul-mato-grossense investigado e preso durante a Operação Lava Jato.

Segundo apurou o Dourados News, cerca se 200 manifestantes ocuparam o pátio da empresa e ameaçam até atear fogo na usina. O protesto faz parte de mobilização nacional pela agilidade na reforma agrária.

Equipes da Polícia Rodoviária Federal (PRF) e da Polícia Militar acompanham a manifestação, que até o momento é pacífica, apesar das ameaças.

A USINA

Inaugurada na década passada como gigante do setor sucroalcooleiro de Mato Grosso do Sul, a Usina São Fernando já chegou a esmagar 20 mil toneladas de cana-de-açúcar por dia, capacidade máxima de sua produção, empregando um total de 3,4 mil trabalhadores.

Três anos após entrar em recuperação judicial e acumular dívida de R$ 1,5 bilhão, a moagem de cana da unidade, de propriedade da família de José Carlos Bumlai, entrou em declínio e passou para 7 mil toneladas; o quadro de pessoal também foi encolhido e está atualmente em 1,3 mil funcionários. Atolada em meio à própria crise econômico-financeira, o grupo empresarial tem recorrido a demissões para não paralisar as atividades da unidade de vez.

Em acordo recente, fechado com o Ministério Público do Trabalho e o sindicato de trabalhadores do município, 170 trabalhadores da usina vão assinar contrato de rescisão e começarão o ano de 2017 tendo que procurar nova oportunidade de trabalho.

Somados a acordos firmados anteriormente, são 570 demissões de funcionários da Usina São Fernando desde o ano passado, segundo números repassados à reportagem pelo Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias de Açúcar e Álcool de Rio Brilhante e Dourados. Os números podem ser ainda maiores, já que nem todas as demissões foram intermediadas pelo MPT e muitas vezes estão na esfera judicial, aguardando decisão.

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