15/10/2014 – Atualizado em 15/10/2014
Umidade relativa do ar chega a 13% e atinge nível crítico
Com o calor intenso e ar muito seco, aumenta o atendimento por problemas respiratórios
Por: Correio do Estado
Com umidade relativa do ar que fica em torno de apenas 13% e temperaturas muito altas todos os dias, os problemas respiratórios se proliferam e a busca por maneiras de reduzir o impacto desse tempo seco na saúde aumenta. Ontem, até o meio-dia, Campo Grande registrava 39ºC e umidade de 13%, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). Esse nível de umidade é considerado crítico, uma vez que ao chegar aos 15%, a umidade já é considerada de alerta devido aos danos que pode causar.
A pneumologista Ângela Maria Dias de Queiroz explica que o mais comum nesses períodos de estiagem é que as vias aéreas superiores, que são formadas pelo nariz, seios da face, faringe, laringe e cordas vocais, fiquem comprometidas. A mucosa presente nessas áreas ficam irritadas, provocando reações semelhantes a de um resfriado ou gripe. “O principal problema é a irritação das vias aéreas”, disse.
No caso do nariz, por exemplo, o ar seco endurece os cílios de proteção de entrada do ar, que ficam mais “duros” e “não conseguem jogar para foram as impurezas que entraram”, afirmou Ângela, sustentando que “as narinas são a porta de entrada das infecções respiratórias”.



