Exame no Imol foi negativo, mas depoimento pesa contra suspeito que também responde por assassinato
28/04/2021 08h20
Por: Paulo Renato
CAMPO GRANDE (MS) Caiu como uma “bomba” para pedreiro de 32 anos de Campo Grande a notícia de que seus dois filhos – uma menina de 11 e um menino de 9 foram vítimas de estupro por pessoas próximas. “Nunca imaginei isso”, declarou ele por telefone, sempre relembrando que levou as crianças ao Imol (Instituto de Medicina e Odontologia Legal) ontem mesmo e os exames de corpo de delito não mostraram sinais de violência.
Diante disso, o pai prefere esperar a condução das investigações, diante da surpresa que teve com as suspeitas levantadas pelas próprias vítimas em depoimento especial, procedimento acompanhado por profissional de Psicologia. “Se for verdade, eu nem sei o que sou capaz de fazer”, declarou à reportagem.
De fato, conforme apurado o laudo do Imol não constatou sinais físicos de violência. Nem por isso os homens investigados estão livres do inquérito da DEPCA (Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente) de Campo Grande.
Na lei, é considerado estupro de vulnerável qualquer contato com tom sexual envolvendo menores de 14 anos.
A descoberta – As crianças contaram terem sido vítimas de três pessoas. O garoto apontou como autores Leandro Pereira Florenciano, de 35 anos, e o marido dele, Emerson Borcheidt. Leandro está preso desde ondem, pelo assassinato de Gleison da Silva Abreu, e Emerson cometeu suicídio, durante as diligências para busca de provas do homicídio.
Fonte: Campo Grande News



