Em entrevista na Caçula FM, coordenadora reforça que doença tem cura e tratamento gratuito disponível em Três Lagoas
Nesta terça-feira (24), data em que é celebrado o Dia Mundial da Tuberculose, o programa Hora da Notícia, da rádio Caçula FM 96,9, recebeu a coordenadora do Programa Municipal de Controle da Tuberculose, Thayse Cerzosimo, para uma entrevista de conscientização sobre a doença em Três Lagoas.
Durante a conversa, a coordenadora explicou que a tuberculose é uma doença infecciosa transmitida pelo ar, principalmente por meio da tosse, fala e espirro de pessoas infectadas. Entre os principais sintomas estão tosse persistente por mais de três semanas, febre no fim do dia, suor noturno, perda de peso e cansaço.
Thayse reforçou que o diagnóstico precoce é fundamental para interromper a cadeia de transmissão e garantir a cura do paciente. “Ao iniciar o tratamento, em cerca de 15 a 20 dias a pessoa já deixa de transmitir a doença”, destacou.
O tratamento, segundo ela, é totalmente gratuito e oferecido pelo Sistema Único de Saúde (SUS), com duração média de seis meses. A coordenadora alertou ainda para a importância de seguir corretamente o uso da medicação, mesmo com a melhora dos sintomas nos primeiros dias.
Outro ponto abordado foi o preconceito ainda existente em relação à doença. Thayse explicou que, diferente do que ocorria no passado, não há necessidade de isolamento social do paciente após o início do tratamento, desde que sejam seguidas as orientações médicas.
A entrevista também destacou os grupos mais vulneráveis à tuberculose, como pessoas privadas de liberdade, população em situação de rua e indivíduos com o vírus HIV. No entanto, a coordenadora alertou que a doença pode atingir qualquer pessoa.
Em Três Lagoas, os atendimentos e diagnósticos estão disponíveis em todas as unidades de saúde do município, que já estão preparadas para acolher e acompanhar os pacientes.
Ao final, a orientação à população foi clara: ao apresentar sintomas ou conhecer alguém com sinais da doença, é fundamental procurar uma unidade de saúde o quanto antes. “A informação e o tratamento correto salvam vidas”, concluiu.


