11/11/2016 – Atualizado em 11/11/2016
Caso aconteceu em Julho deste ano
Por: Ana Carolina Kozara
Se esconder atrás de um computador e proferir ofensas e ataques racistas contra outras pessoas esta se tornando cada vez mais comum, principalmente porque as pessoas acreditam que no ambiente virtual é possível expressar suas opiniões de forma anônima, sem sofrer nenhum tipo de consequência legal pelos seus atos.
Nesta quinta-feira (10) um três-lagoense de 16 anos descobriu da pior forma que toda a movimentação feita na internet pode ser rastreada e acabou sendo conduzido à sede do SIG (Setor de Investigações Gerais) e teve todo o seu material eletrônico apreendido para averiguação, isso porque o adolescente é apontado como um dos responsáveis por proferir ofensas e ataques racistas no Facebook.da Cantora Preta Gil em julho deste ano.
O caso teve repercussão nacional e passou a ser investigado pela Delegacia de Repressão a Crimes de Informática (DRCI) do Rio de Janeiro, que identificou mais de cem perfis na rede social que poderiam ter ligação com o crime, dentre estes o do adolescente três-lagoense.
As investigações apontaram que uma das mensagens ofensivas havia sido postada utilizando a rede de dados instalada em um imóvel localizado na Rua Wilson de Carvalho Viana, bairro São Jorge, sendo que diante das informações os policiais do SIG se deslocaram até a residência e foram recebidos pela mãe do acusado, que se mostrou surpresa com a suspeita de que o adolescente tivesse cometido o crime cibernético.
O menor confessou aos policiais que no inicio do ano fazia parte de um grupo social fake denominado “Máfia Maliciosa” e que através de um perfil falso no facebook postou na pagina oficial da Preta Gil diversos xingamentos relativos à cor de pele da cantora.
Os investigadores questionaram o motivo que levou o adolescente à realizar tais postagens, e o acusado alegou que teria sido coagido pelo administrador do grupo, sob pena de ter sua conta “hackeada” e excluída.
Com o mandado de busca domiciliar em mãos, os policiais revistaram o imóvel e localizaram diversos eletrônicos que poderiam ter sido utilizados para realizar as postagens ofensivas, sendo então apreendidos e encaminhados à perícia técnica de Campo Grande (MS).
De acordo com o delegado titular do Setor de Investigações Gerais, Dr. Ailton Pereira, o adolescente se mostrou arrependido e, após prestar declarações, foi liberado para seu representante legal.


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