Durante sua trajetória de vida, Mãe Dirce cuidou de mais de 130 crianças que ela chamava de filhos
Três Lagoas perdeu uma das figuras mais emblemáticas da cidade, Mãe Dirce como era conhecida no município. Seu nome de batismo? Zelina Alves de Lima, para os mais antigos da cidade da década de 70 e 80, todos a conheciam e era sinônimo de respeito.
Mineira de nascimento, ela escreveu sua história, depois de seus três filhos biológicos criados, estudados e formados. Seu amor de mãe sempre bastou, seu lema era: “Onde come 10, come 20”.
Assim ela sempre adotava mais filhos, em determinado momento, a mãe Dirce, até então, anônima, despertou a filantropia de Miguel Jorge Tabox, um dos maiores empresários locais.
Miguel Tabox, criou um orfanato gigantesco o qual batizou de “Lar das Crianças Miguelzinho”, em homenagem a um filho que ele perdeu em um acidente de carro, Mãe Dirce foi encarregada de administrar e cuidar desse orfanato.
Ela o fez com maestria, tudo passava por Mãe Dirce desde decisões importantes até as mais simples. Dirce era a matriarca, no auge do orfanato, tinha mais de 130 crianças a seus cuidados, tudo era impecável, limpeza, alimentação, vestimentas, amor e ensinamentos.
Para muitas crianças ali, Mãe Dirce foi a primeira mulher a ensinar que pobre, apenas conseguira ter uma vida digna, uma vida de crescimento pessoal e profissional se estudasse.
HOMENAGENS AINDA EM VIDA
Mãe Dirce recebeu da Prefeitura Municipal de Três Lagoas, por meio do Conselho Municipal dos Direitos do Negro, o título de Personalidade Negra Zumbi e Dandara, pelos serviços prestados aos cidadãos três-lagoenses.
A equipe da Rádio Caçula manifesta nossos sentimentos de pesar e solidariedades aos conhecidos nesse momento de dor.


