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Três Lagoas
domingo, 24 de maio, 2026

Trecho da Malha Oeste até Três Lagoas deve ser prioridade em nova concessão

Setor da celulose impulsiona interesse por ramal ferroviário no leste de Mato Grosso do Sul, onde edital deve ser lançado em abril de 2026.

O Governo Federal estuda conceder apenas parte da Malha Oeste, priorizando o trecho que liga o leste de Mato Grosso do Sul a Três Lagoas, diante do alto custo e da baixa atratividade do trajeto completo, que vai de Corumbá (MS) a Mairinque (SP). A medida, segundo o Ministério dos Transportes, busca viabilizar investimentos estratégicos para atender principalmente o setor de celulose, fortemente instalado na região.

Com 1.973 quilômetros de extensão, a Malha Oeste está há quase 30 anos fora de operação e enfrenta grave deterioração. O custo estimado para sua recuperação total é de R$ 35,7 bilhões, o que reduz o interesse de investidores em assumir toda a linha.

De acordo com o secretário-executivo do Ministério dos Transportes, George Santoro, existe grande potencial no trecho entre Três Lagoas e Aparecida do Taboado, que se conecta à malha operada pela Rumo, empresa do grupo Cosan e atual concessionária da via. “Ali não tem dúvida, por causa da carga de celulose”, afirmou Santoro em entrevista ao jornal Valor Econômico.

CELULOSE PUXA OS TRILHOS

A Suzano e a Eldorado Brasil, com fábricas em Três Lagoas, já possuem projetos próprios de ramais ferroviários para facilitar o escoamento da produção. A Arauco, que está construindo uma unidade em Inocência, e a Suzano, com uma planta em Ribas do Rio Pardo, também estudam conexões até Aparecida do Taboado, ponto de acesso à Ferronorte.

Essas iniciativas empresariais podem reforçar o interesse privado no leilão parcial, previsto para julho de 2026, com edital programado para abril. Segundo o Ministério dos Transportes, o modelo de concessão por sublotes, ou seja, trechos menores dentro de uma ferrovia maior já foi testado com sucesso em projetos de transmissão de energia.

Enquanto o setor da celulose impulsiona a modernização do leste sul-mato-grossense, especialistas avaliam que o trecho entre Campo Grande e Corumbá, que cruza o Pantanal, é economicamente menos viável. Historicamente usado para o transporte de combustíveis e minério, esse percurso sofre hoje com abandono e falta de manutenção.

Mesmo assim, a inclusão da Malha Oeste na Política Nacional de Concessões Ferroviárias reacende o debate sobre o papel estratégico dos trilhos no desenvolvimento do Estado. Com cerca de 600 quilômetros dentro de Mato Grosso do Sul, a ferrovia pode voltar a ser um importante corredor logístico, e Três Lagoas desponta como ponto-chave nessa retomada.

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