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“Tolerância zero, vai tudo pra delegacia”, diz diretor

Policial – 17/04/2012 – 16:04

A Operação Tolerância Zero foi instaurada em todo estado pela Polícia Militar e Corpo de Bombeiros devido à reivindicação por melhores salários. O governo estadual ofereceu apenas 5% de reajuste, o que não agradou os servidores que exigem 25%. A decisão foi através de uma

Assembléia Geral da Polícia Militar, na segunda-feira (16).

Em Três Lagoas o diretor regional da Associação de Cabos e Soldados, Paulo Freitas de Queiroz disse que todas as ocorrências irão consistir em apreender e direcionar as Delegacias de polícia, DETRAN (Departamento Nacional de Trânsito) e órgãos competentes todas as naturezas de ocorrências, de trânsito e criminais. Com isso ocorrerá o sobrecarregamento do sistema não conseguindo suprir a demanda em todos os sentidos, tanto na agilidade de registro de ocorrências como também na falta de estrutura de equipamentos policiais (no caso, viaturas, etc).

“Vamos agir no rigor da lei sem resolver algumas ocorrências que hoje são apenas de orientação em alguns casos, como por exemplo, perturbação de tranquilidade, hoje nós fazemos a orientação de no caso, abaixar o som e orientar os envolvidos a não voltarem a aumentar a sonorização. Com a operação, toda a ocorrência será de imediata encaminhada à delegacia, carro, envolvidos, som, tudo. A categoria tem de ser valorizada, principalmente na questão de salários. Não adianta dar fardas e viaturas, o servidor não é bem remunerado”, disse Paulo Freitas.

”Na última sexta-feira, o André Pucinelli ofereceu, um reajuste de 5%. Isso equivale a R$97,00, com os descontos esse valor cai para R$ 81,08 de reajuste”, ponderou o diretor da associação.

A tabela de escalamento, que define os reajustes dos servidores, sugere um reajuste de 25% a 90% de acordo com o grau de hierarquia.

O Diretor de Comunicação Social da Associação de Cabos e Soldados, Ramão Ribeiro Massena, falou que ainda haverá outras reuniões com o Governador do Estado, mas qualquer decisão será definida pela assembléia da Polícia Militar com data ainda a ser definida.

Massena disse que irão agir no rigor da lei até mesmo com veículos oficiais. Se uma viatura não estiver em condições de circular, não será utilizado pelos policiais. Se no caso coletes, que tem data de validade, estiverem vencidos, não serão utilizados. Até mesmo os rádios comunicadores em condições precárias de uso, ficarão no batalhão, dificultando assim a comunicação entre o COPOM (Centro de Operações da Polícia Militar) e as viaturas.

A associação hoje conta com 297 integrantes, de policias militares de todas as patentes.

Fonte: Da Redação / Rádio Caçula

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