Nome da senadora sul-mato-grossense ganha força em articulações de bastidores após crise envolvendo aliados bolsonaristas
O nome da senadora Tereza Cristina (PP-MS) voltou a ganhar destaque no cenário político nacional após lideranças do Centrão iniciarem articulações para a construção de uma possível chapa de centro-direita visando as eleições presidenciais de 2026.
As movimentações ocorreram depois do vazamento de mensagens atribuídas ao senador Flávio Bolsonaro envolvendo o banqueiro Daniel Vorcaro. A repercussão do caso provocou reuniões emergenciais entre integrantes do Centrão e representantes do mercado financeiro, que passaram a discutir alternativas eleitorais para enfrentar uma eventual candidatura à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Entre os nomes debatidos nas conversas aparece o da ex-ministra da Agricultura, Tereza Cristina, considerada por parte do grupo como um perfil moderado e com bom trânsito político. Segundo informações divulgadas pelo jornal Metrópoles, uma das possibilidades avaliadas seria uma composição com a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro ocupando a vaga de vice-presidente.
As articulações também envolveram o senador Ciro Nogueira (PP-PI), que teria sido procurado por lideranças políticas e representantes do mercado financeiro para discutir os rumos da possível aliança. No entanto, conforme a reportagem, o parlamentar demonstrou cautela diante do cenário político e das investigações relacionadas ao caso Banco Master.
Ainda de acordo com os bastidores políticos, integrantes do Centrão avaliam que o desgaste envolvendo aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) pode dificultar o desempenho eleitoral de candidaturas mais diretamente ligadas ao núcleo bolsonarista.
O grupo também estaria dividido sobre possíveis apoios aos governadores Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (NOVO), considerados por parte das lideranças como nomes que poderiam enfrentar dificuldades em uma disputa nacional polarizada.
As articulações seguem em fase inicial e devem avançar nos próximos meses, à medida que os partidos começam a definir estratégias e alianças para a corrida presidencial de 2026.


