Decisão impacta planos e integra acordo político ligado à filiação de Eduardo Riedel ao partido
Às vésperas da abertura da janela partidária, a presidente estadual do Progressistas (PP), senadora Tereza Cristina, confirmou na sexta-feira, 27, durante evento político em Campo Grande, que a legenda não lançará candidato ao Senado nas eleições de outubro.
A definição altera o cenário interno do partido e atinge diretamente a expectativa do presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (Alems), deputado estadual Gerson Claro (PP), que articulava a possibilidade de disputar a vaga. Com o novo direcionamento, a tendência é que ele concentre esforços na tentativa de reeleição ao Parlamento estadual.
Segundo Tereza Cristina, a decisão já estava alinhada desde as primeiras conversas sobre a filiação do governador Eduardo Riedel ao PP. Ela explicou que, dentro do entendimento político firmado à época, o partido abriria mão da candidatura própria ao Senado como parte da construção de uma estratégia maior.
A senadora ressaltou que o objetivo do grupo é estruturar uma composição eleitoral competitiva, capaz de enfrentar um cenário que, segundo ela, deve ser polarizado com o campo liderado pelo PT. Para isso, defendeu pragmatismo e organização no desenho das alianças.
Nos bastidores, as articulações no campo da direita apontam para uma possível chapa do Partido Liberal (PL), presidido no Estado pelo ex-governador Reinaldo Azambuja, com o nome também do ex-deputado estadual Capitão Contar entre os cotados.
Apesar do anúncio, Tereza Cristina ponderou que o cenário ainda não está fechado e pode sofrer alterações até o período das convenções partidárias. Ela destacou que a política é dinâmica e que as definições dependem das negociações e do calendário eleitoral.
Sobre a disputa ao Governo do Estado, a senadora mencionou que Eduardo Riedel tem sinalizado a intenção de manter o atual vice-governador, José Carlos Barbosa, o Barbosinha (PSD), na chapa. No entanto, observou que a vaga de vice pode ser utilizada para acomodar aliados estratégicos, dependendo do desenho final da coligação.
A dirigente estadual do PP reforçou que o período até as convenções será decisivo para consolidar alianças e definir candidaturas. Até lá, segundo ela, o “tabuleiro” político seguirá em movimento, com possibilidade de ajustes conforme avancem as negociações entre os partidos.


