Município pode receber cerca de R$ 117 milhões para retomada da aviação regional, dependendo de novo leilão
O Tribunal de Contas da União (TCU) aprovou, nesta quarta-feira, 1º, a repactuação da concessão do Aeroporto Internacional de Brasília, incluindo Três Lagoas em um pacote de investimentos voltado ao fortalecimento da aviação regional. Os valores previstos ainda são estimativas e dependem da realização de um novo leilão, previsto para o segundo semestre deste ano.
De acordo com os estudos técnicos que embasam o processo, o aeroporto de Três Lagoas tem previsão de receber cerca de R$ 117,2 milhões em investimentos. O montante corresponde ao Capex estimado e não representa recurso garantido, já que está condicionado à efetivação do leilão e à atuação da futura concessionária.
O modelo prevê que a empresa vencedora da concessão do terminal de Brasília também assuma a gestão de outros dez aeroportos regionais, incluindo o de Três Lagoas e o de Bonito. A estratégia, coordenada pelo Ministério de Portos e Aeroportos, busca ampliar a conectividade aérea e garantir viabilidade econômica aos aeroportos de menor porte.
Nesse formato, aeroportos com maior fluxo de passageiros funcionam como “âncora” para sustentar a operação dos terminais regionais. O aeroporto de Brasília, que movimentou cerca de 8,17 milhões de passageiros em 2025, seria o principal responsável por esse equilíbrio financeiro.
Atualmente, o terminal da capital federal é administrado pela Inframérica, que opera a concessão desde 2012. A empresa deverá participar do novo leilão, embora já tenha manifestado insatisfação com a rentabilidade do contrato e busque reequilíbrio econômico.
Para viabilizar a transição, o governo federal pretende adotar o modelo de “venda assistida”, no qual o poder concedente auxilia na transferência da concessão a um novo investidor, sem a necessidade de encerramento formal do contrato vigente.
A expectativa é de que o leilão ocorra no segundo semestre de 2026. Em Três Lagoas, o Aeroporto Plínio Alarcon está sem voos comerciais desde março do ano passado, após a saída da Azul Linhas Aéreas. A inclusão do município no pacote é vista como uma oportunidade para retomar as operações comerciais e melhorar a infraestrutura aeroportuária local.


