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Suspeito recebia até R$ 10 mil por mês com fraudes em MS, diz polícia

13/05/2016 – Atualizado em 13/05/2016

Suspeito trabalhava terceirizado para concessionária de energia elétrica. Segundo a polícia, esquema funcionava há 5 anos com cerca de 40 clientes.

Por: G1

O funcionário terceirizado da Energisa, preso nesta quinta-feira (12) por suspeita de fraude, recebia até R$ 10 mil por mês de propinas pagas por dezenas de clientes em Campo Grande, segundo a Polícia Civil. Ele cobrava taxa pelo esquema para reduzir o valor a ser pago pelos consumidores ao fazer a leitura dos relógios.

Pelo menos 40 clientes estariam envolvidos no crime descoberto após a concessionária de energia constatar irregularidades em faturas. O suspeito de 34 anos foi preso em flagrante com um celular, dois equipamentos usados para leitura e R$ 200. O dinheiro seria fruto de um acordo entre o suspeito e um comerciante, momentos antes da prisão.
“O cliente reclamou que estava cara a conta. Daí ele me abordou e falou que se tinha uma forma de diminuir. Em vez de colocar o que indicava o relógio, eu coloquei a metade. Fiz prática ilegal”, afirmou o funcionário que não quis ser identificado, explicando que o acordo entre os dois já ocorria há oito meses.

O advogado do comerciante de 34 anos não quis comentar o caso.

Esquema
Ao G1, o homem informou que recebia R$ 800 de salário e trabalhava há 12 anos como leiturista, mas há 5 começou a fazer os acordos ilegais. O salário inclusive, segundo ele, era proporcional às visitas realizadas. E eram nessas ocasiões que os acordos eram feitos.
De acordo com o delegado João Reisbelo, da 5ª delegacia de Polícia Civil, que é responsável por investigar o caso, foram encontradas 40 faturas de clientes na casa do leiturista. Apesar da estimativa da polícia ser menor, o suspeito afirmou que tinha acordo com 47 pessoas em bairros diferentes de Campo Grande, entre proprietários de casas e comércios.
As taxas cobradas pelo preso, segundo o delegado, iam de R$ 50 a R$ 1 mil e dependiam do acordo de redução de fatura.

Por mês, o homem afirmou ter recebido entre R$ 7,5 mil e R$ 8 mil com os acordos, valores que apontam para um montante acima R$ 400 mil durante os cinco anos. No entanto, ele negou que tenha adquirido algum bem com o dinheiro do esquema. “Eu só gastava com cachaça e mulher”, disse o preso que é casado e pai de dois filhos, de 2 e 12 anos.

Investigadores recolheram 40 faturas de energia elétrica na casa do suspeito (Foto: Ronie Cruz/G1 MS)

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