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Três Lagoas
segunda-feira, 21 de setembro, 2026

“Superamos a meta de alfabetização para 2030, mas queremos chegar a 100%”, diz Ângela Brito

Titular da SEMEC detalhou avanços, entregas e investimentos na rede municipal de ensino, que superou em 5 anos a meta prevista pelo Ministério da Educação.

A rede municipal de ensino de Três Lagoas vem registrando resultados expressivos em 2025. Em entrevista ao programa ‘A Hora da Notícia’, da Caçula FM 96.9 desta segunda-feira, 11, a secretária municipal de Educação e Cultura, Angela Brito, destacou que o município alcançou 82,99% de alfabetização ao final do 2º ano do ensino fundamental, superando a meta de 80% estabelecida pelo Ministério da Educação para 2030.

Segundo Angela, o resultado é fruto de um trabalho integrado entre professores, gestores, equipe pedagógica, servidores administrativos e a própria SEMEC. “Educação de qualidade não é só prédio bonito. É valorização profissional, boa alimentação escolar, formação continuada e estrutura adequada”, ressaltou.

Entre as ações previstas para o segundo semestre, a secretária Angela Brito ressaltou três frentes principais, onde a primeira é a entrega de novos uniformes e kits escolares, em sua segunda distribuição do ano, garantindo a reposição de materiais como cadernos, lápis e borrachas. A medida gera economia para as famílias e incentiva os alunos a retomarem as atividades com mais motivação.

A segunda ação é a ampliação do ensino em tempo integral. Atualmente, a Escola Marlene Noronha já atende 486 estudantes nesse formato. Para 2026, a Escola Maria de Lourdes, na Vila Piloto, também passará a funcionar em tempo integral, com cerca de 300 vagas, além da construção de uma nova unidade no bairro Montanini, que poderá receber até 500 alunos.

Por fim, destacam-se as inovações pedagógicas, com a instalação de uma sala sensorial na Escola Maria Eulália e o desenvolvimento de projetos que abrangem arte, música, esporte, tecnologia e empreendedorismo, voltados à formação integral dos estudantes. Ângela ressaltou que a educação integral em tempo integral vai além de aumentar a carga horária: “O aluno tem oportunidade de aprender de forma mais prazerosa, reforçar conteúdos, desenvolver habilidades sociais e artísticas e ganhar autonomia”.

As escolas do campo também receberam atenção especial. A secretária afirmou que, apesar dos desafios do transporte e da rotina diferenciada dos estudantes rurais, o desempenho acadêmico está no mesmo nível das escolas urbanas, graças a políticas de equidade e professores preparados para a realidade local.

Com foco em resultados, estrutura e inovação, a SEMEC mantém como meta ampliar ainda mais a taxa de alfabetização e garantir que cada criança tenha acesso a ensino de qualidade, tanto na cidade quanto na zona rural.

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