02/07/2014 – Atualizado em 02/07/2014
Ex-prefeito, produtor rural, médico, pastor e empresário também estão na disputa
Por: Diário Digital
Os sul-mato-grossenses não poderão reclamar da falta de opções para escolher o candidato a senador nas eleições deste ano. Sete nomes se apresentaram e com perfis são variados. Para se ter uma ideia, concorrem ao mesmo cargo uma vice-governadora e um porteiro militante de um pequeno partido de esquerda.
No segundo posto mais importante do Poder Público Estadual, figura uma mulher bem articulada e cujo sobrenome não deixa dúvidas sobre a vocação política. Simone Tebet (PMDB) concorre a vaga com o sonho de se eleger para continuar o legado do pai, o senador Ramez Tebet, falecido em 2006.
A coligação na qual Simone está inserida tem 10 partidos aliados. O ponto principal de seu discurso é experiência acumulada ao longo da vida pública. Antes de ser vice-governadora, ela foi prefeita de Três Lagoas por dois mandatos e ainda deputada estadual.
Com amplo apoio político, estima-se que Simone fará uma campanha bem estruturada em todo o Estado. Situação bem diferente da que viverá o porteiro Valdemir Cassemiro ou Valdemir do PSTU que concorre ao mesmo cargo.
Militando no PSTU desde 2004 Valdemir já disputou outros cargos para representar a legenda. Foi candidato a vice-governador em 2010 e a vereador nas eleições municipais de 2008 e 2012. Nunca teve votação expressiva, mesmo assim insiste em continuar na ativa para divulgar a ideologia classista do PSTU.
Ele não dispõe de recursos financeiros. Por isso, fará uma campanha humilde. “Vou percorrer as bases. Ir aos bairros, reuniões dos camaradas, enfim, uma campanha de pé no chão. O que não podemos é aceitar dinheiro da burguesia para nos financiar”, explica demonstrando ter incorporado os ideais classistas.
Outro nome de pequeno partido de esquerda lançado ao Senado é Lucien Rezende, do PSOL. Lucien é um pequeno produtor rural. Ele também já disputou outros cargos para representar o partido. Em 2008 foi candidato a vereador e em 2012 a vice-prefeito de Campo Grande.
Inserido em uma coligação forte, liderada pelo PT, o médico Ricardo Ayache (PT) concorre ao Senado. Natural de Aquidauana, ele presidiu a Caixa de Assistência de Servidores de Mato Grosso do Sul (Cassems) e tem forte atuação na área de saúde.
Na corrida pela vaga de senador está ainda o empresário e jornalista Antônio João Hugo Rodrigues (PSD). Ex-suplente do senador Delcídio do Amaral, ele já havia ensaiado a candidatura em eleições anteriores, mas somente agora que consolidou parceria com o PSDB decidiu concorrer ao cargo. Antônio João chegou a exercer o mandato de senador por quatro meses em 2006, durante licença de Delcídio.
Considerado um recente fenômeno da política local, o ex-prefeito de Campo Grande Alcides Bernal (PP) também postula o Senado. Ele luta na Justiça para recuperar o mandato de prefeito, cassado pela Câmara Municipal. Em tese, Bernal teria perdido os direitos políticos. Porém, acredita que conseguirá registrar sua candidatura e disputar o Senado. O ex-prefeito que ganhou notoriedade como radialista é advogado, já foi vereador e deputado estadual.
Vereador por Campo Grande e pastor da Igreja Universal do Reino de Deus (IURD), Gilmar da Cruz surpreendeu ao lançar seu nome ao Senado. Seu partido, o PRB apoia a coligação do PMDB, que tem Simone como candidata ao Senado. Ele informa que pretende levar os princípios cristãos às eleições.
O mandato de senador é o mais duradouro entre os cargos eletivos, oito anos. O salário é de R$ 26,7 mil.









