Durante a ocorrência foram encontrados 11 pés da droga, cultivados em latas no quintal da casa
Uma confusão familiar terminou em prisões por tráfico de drogas e cultivo de entorpecentes na tarde deste domingo, 18, na rua Bernardino Rodrigues Montalvão, no bairro Jardim Cangalha, em Três Lagoas. A Polícia Militar foi acionada por volta das 17h, após uma briga entre parentes que, por pouco, não terminou em tragédia.
De acordo com o boletim de ocorrência, a discussão teve início entre quatro pessoas da mesma família, que são vizinhas. O desentendimento rapidamente saiu do controle, com gritos, empurrões e agressões. Durante a confusão, uma mulher de 51 anos atirou uma pá em direção à casa do genro, e o objeto quase atingiu o neto de 5 anos, que estava brincando em uma piscina de plástico. A ferramenta acabou acertando a filha da autora, que sofreu vermelhidão no pescoço.


O genro, ao ver que o filho quase foi ferido, trocou empurrões e socos com a sogra, que acabou lesionada na perna e apresentava sangramento leve.
Com a chegada da equipe da Rádio Patrulha, comandada pelo SGT PM J. Corrêa, os envolvidos foram separados e a situação controlada. No entanto, durante a apuração dos fatos, os policiais perceberam algo inusitado no quintal da frente da residência do casal de 51 anos: 11 pés de maconha, com aproximadamente um metro de altura, cultivados em latas e vasos.



Diante do flagrante, a equipe realizou uma busca minuciosa na casa, onde foram encontrados um tablete e meio de maconha prensada, cerca de 100 sementes da droga e uma porção de Skunk (variação mais potente da substância). O morador afirmou que o material seria “para consumo próprio”, mas também indicou que parte das plantas, seis delas, que pertenceria à esposa.
As drogas e as plantas foram apreendidas, e o casal foi preso em flagrante pelos crimes de tráfico de drogas e cultivo de planta utilizada na produção de entorpecente, sendo encaminhado à Polícia Civil de Três Lagoas. O genro, que teria reagido para defender a esposa e o filho durante a confusão, foi ouvido e liberado após prestar depoimento.
O caso segue sob investigação, e as autoridades destacam que, embora o Supremo Tribunal Federal (STF) tenha estabelecido critérios para diferenciar usuário e traficante (até seis plantas fêmeas ou 40 gramas para uso pessoal), o cultivo doméstico de maconha continua sendo ilegal no Brasil.







