Primeira ocorrência de 2026 será em fevereiro e mantém tradição cercada por simbolismos culturais
A sexta-feira 13 volta a chamar atenção em 2026 com sua primeira ocorrência no dia 13 de fevereiro. Conhecida mundialmente por estar associada a superstições, a data carrega uma combinação de referências históricas, religiosas e culturais que ajudaram a consolidar sua fama ao longo do tempo.
Entre as crenças populares mais difundidas estão evitar passar debaixo de escadas, não quebrar espelhos e não cruzar com gatos pretos. Organizações de proteção animal alertam que, em períodos como este, há aumento de casos de violência contra gatos pretos, motivados por mitos sem fundamento.
O receio específico da sexta-feira 13 possui até denominação própria: parascavedecatriafobia, também chamada de frigatriscaidecafobia, termos utilizados para descrever o medo relacionado à combinação da data.
A origem da superstição envolve diferentes tradições. Na tradição cristã, a sexta-feira é associada à crucificação de Jesus Cristo, episódio lembrado na Sexta-Feira da Paixão.
Outro fato histórico frequentemente citado ocorreu em 13 de outubro de 1307, quando o rei francês Filipe IV de França determinou a prisão de integrantes da Ordem dos Templários, data que também caiu em uma sexta-feira.
Narrativas religiosas também mencionam a Última Ceia, reunião que antecedeu a crucificação de Cristo, como um dos elementos simbólicos ligados à tradição. Já no Tarô, a carta de número 13 representa transformação e renovação de ciclos, embora culturalmente muitas vezes seja interpretada de forma equivocada como sinal exclusivamente negativo.
Ao longo dos séculos, essas referências foram sendo incorporadas ao imaginário popular, fortalecendo a ideia de que a sexta-feira 13 seria um dia marcado por infortúnios.
Em 2026, além de fevereiro, o calendário ainda terá outras duas sextas-feiras 13, nos meses de março e novembro, datas que continuam despertando curiosidade e mantendo viva uma tradição histórica repleta de simbolismos.


