20 C
Três Lagoas
quinta-feira, 21 de maio, 2026

Setor produtivo enfrenta escassez de mão de obra em MS

CORREIO DO ESTADO – Muito próximo de uma condição conhecida como pleno emprego, conceito de equilíbrio entre oferta e procura de trabalho, setores como comércio, serviços, indústria e construção civil de Mato Grosso do Sul vivem o desafio de encontrar mão de obra disponível no mercado. Para representantes dos segmentos, a situação passa por um momento de escalada por causa do crescimento econômico, agravado pela falta de profissionais especializados.

Ocupando a quinta posição do País, Mato Grosso do Sul está entre os menores índices de desemprego, com 5%, conforme apontam dados da última Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em maio deste ano.

O economista-chefe da Federação das Indústrias do Estado de Mato Grosso do Sul (Fiems), Ezequiel Resende, relata que a dificuldade relacionada à mão de obra se tornou o principal desafio enfrentado pelos empresários industriais do Estado. “Nossa pesquisa de Sondagem Industrial vem apontando essa situação de forma recorrente, especialmente do segundo semestre de 2022 até agora”,diz.

O setor industrial de MS é a principal fonte de investimentos para a ampliação e diversificação da produção. Crescimento que tem ocorrido de forma praticamente simultânea nos mais importantes segmentos da produção industrial.

“É o que vemos, por exemplo, na agroindústria de transformação de base florestal com a celulose, na indústria frigorífica com a expansão das produções de carne bovina, suína e de aves. Na ampliação das fábricas de processamento da soja e do milho, na bioenergia e até mesmo no segmento extrativo mineral com o minério de ferro”, explica.

O que conforme Resende, tem impactado ainda mais o mercado de trabalho, tanto que Mato Grosso do Sul tem hoje uma das menores taxas de desocupação do Brasil. Outro aspecto que se soma a este contexto é que para além da reduzida taxa de desocupação, MS tem uma das maiores participações da população com idade ativa no mercado de trabalho.

Conforme a Pnad, atualmente 7 a cada 10 pessoas em idade ativa está de alguma forma, atuando no mercado de trabalho em Mato Grosso do Sul.  “Ou seja, a parcela que não está trabalhando atualmente deve, de fato, permanecer nesta condição ou dificilmente estará, num curto espaço de tempo, disponível para o trabalho. Seja em razão do estudo, de alguma incapacidade temporária ou permanente ou mesmo porque está dedicada ao cuidado do lar”, explica o economista.

O que para Resende, de um modo geral, tem contribuído para uma crescente oferta de empregos formais, porém, mesmo com praticamente metade das pessoas trabalhando na informalidade, a dificuldade de preenchimento das vagas com carteira assinada persiste.

Deu na Rádio Caçula? Fique sabendo na hora!
Siga nos no Google Notícias (clique aqui).
Quer falar com a gente? Estamos no Whatsapp (clique aqui) também.

Veja também

Vazamento em sistema do INSS pode ter exposto dados de milhões de segurados

Uma falha de segurança em um sistema ligado ao INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) expôs dados de segurados da Previdência Social e acendeu...

VÍDEO: Delegado do SIG alerta sobre furtos em Três Lagoas e orienta população sobre prevenção

O delegado titular do SIG (Setor de Investigações Gerais) de Três Lagoas, Ricardo Henrique Cavagna, recebeu nossa equipe para falar sobre os crimes de...

VÍDEO: Vigilância Epidemiológica de Três Lagoas confirma um caso de doença meningocócica

A Secretaria Municipal de Saúde (SMS), por meio da Vigilância Epidemiológica, informa que foi confirmado um caso de doença meningocócica no município. Segundo a secretaria,...