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quarta-feira, 13 de maio, 2026

SES reforça alerta sobre hantavirose e investiga caso

Mato Grosso do Sul não confirma casos da doença desde 2019; Estado orienta população sobre prevenção e sintomas

A Secretaria de Estado de Saúde (SES) divulgou nota informativa reforçando as medidas de vigilância, prevenção e assistência relacionadas à hantavirose, doença viral aguda transmitida principalmente pela inalação de partículas presentes na urina, fezes e saliva de roedores silvestres infectados.

Segundo a pasta, Mato Grosso do Sul não registra casos confirmados da doença desde 2019. Atualmente, existe um caso suspeito em investigação em Campo Grande.

De acordo com as informações repassadas à SES, o paciente deu entrada inicialmente como caso suspeito de leptospirose, porém o protocolo determina a realização de exames complementares para outras doenças com sintomas semelhantes, entre elas a hantavirose.

Estado mantém estrutura de resposta

A superintendente de Vigilância em Saúde da SES, Larissa Domingues Castilho de Arruda, destacou que Mato Grosso do Sul possui estrutura permanente de preparação e resposta para doenças com potencial impacto à saúde pública.

Conforme a secretaria, o Estado segue protocolos alinhados ao Ministério da Saúde, com ações integradas de vigilância epidemiológica, monitoramento laboratorial, capacitação das equipes de saúde e educação preventiva.

A hantavirose também integra o plano estadual de contingência para desastres provocados por chuvas intensas, sendo considerada agravo prioritário de monitoramento.

Regiões de maior risco

Segundo manuais do Ministério da Saúde, os maiores registros da doença no Brasil concentram-se nas regiões Centro-Oeste, Sul e Sudeste, principalmente em áreas rurais e em atividades ligadas à agricultura.

Entre os grupos mais expostos estão trabalhadores rurais e profissionais que atuam na limpeza de silos, depósitos, galpões e outros ambientes fechados.

Sintomas e prevenção

Os sintomas iniciais da hantavirose incluem:

  • febre
  • dores musculares
  • dor abdominal
  • cansaço intenso
  • náuseas
  • vômitos

Nos casos graves, a doença pode evoluir rapidamente para comprometimento pulmonar e cardiovascular, exigindo atendimento médico imediato.

Para prevenir a doença, a SES orienta:

  • evitar acúmulo de lixo, entulhos e restos de alimentos;
  • armazenar grãos e rações em recipientes fechados;
  • vedar frestas em casas e depósitos;
  • ventilar ambientes fechados por pelo menos 30 minutos antes da limpeza;
  • não varrer locais com sinais de roedores;
  • utilizar pano úmido e desinfetante na higienização.

Em situações de risco ocupacional, o uso de equipamentos de proteção individual, como máscaras PFF3, luvas, avental e óculos de proteção, também é recomendado.

A SES reforça que ações contínuas de higiene, controle ambiental e informação à população são fundamentais para evitar novos casos no Estado.

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