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sábado, 2 de julho, 2022

Servente é condenado a 20 anos por morte de jornalista

21/10/2014 – Atualizado em 21/10/2014

Por: Milnoticias

O servente de pedreiro Adriano Santos Oliveira, 20, foi condenado a 20 anos de prisão, em regime fechado, por matar enforcado o jornalista Hélton Eduarti de Souza, de 28 anos. O crime aconteceu na noite do dia 26 de fevereiro deste ano, em um galpão do Recinto de Exposições de Valentim Gentil (a 127 km de Araçatuba).

A sentença do juiz Reinaldo Moura de Souza, da 2ª Vara do Fórum de Votuporanga (SP), será publicada entre terça (21) e quarta-feira (22) no Diário Oficial, segundo o promotor de Justiça Marcus Vinícius Seabra. Ele não irá recorrer da sentença.

“Foi uma condenação superior, se comparado com eventual sentença pelo Tribunal do Júri. Se fosse julgado por homicídio com uma qualificadora, pegaria 12 anos. Se fosse com duas qualificadoras, seriam 16 anos”, afirma o promotor.

O juiz acatou a tese da promotoria de latrocínio, que é roubo seguido de morte. Os advogados Gésus Grecco, Romualdo Castelhone e Douglas Teodoro Lisboa apresentaram a defesa do assassinato como homicídio preterdoloso (lesão corporal seguida de morte). Até a tarde de ontem, os advogados não tinham tido acesso à sentença. O trio pode entrar com recurso em dez dias.

INOCENTADA

A jovem de 19 anos, companheira do servente, 20, acusado de matar o jornalista Hélton Souza, que completaria 29 anos na última quarta-feira (15), foi absolvida da acusação de ter participado do crime.

Segundo o que apurado pela reportagem, o julgamento aconteceu na sexta-feira (17) no Fórum de Votuporanga e a jovem, que estava grávida de três meses quando foi presa, em março, teria deixado a Penitenciária Feminina de Tupi Paulista naquela noite.

CARREIRA

Hélton Souza atuou como repórter da Folha da Região até setembro de 2013 e foi assassinado em 26 de fevereiro deste ano na cidade de Valentim Gentil, a cerca de 130 quilômetros de Araçatuba. Na época, ele atuava como assessor de imprensa para a Santa Casa de Fernandópolis e morava com os pais, em Pedranópolis, quando foi morto.

Oliveira confessou o crime logo após ser preso; Souza (no destaque), já foi repórter da Folha. Fotos: Diarioweb - Rede APJ

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