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Senador Ruben Figueiró lamenta tragédia anunciada

Política – 31/05/2013 – 14:05

O senador Ruben Figueiró (PSDB-MS) usou a tribuna do Senado nesta sexta-feira (31/05) para lamentar a morte do índio terena Oziel Gabriel, ocorrida ontem durante a ação de reintegração de posse da fazenda Buriti, em Sidrolândia (MS).

“Dizer que os acontecimentos trágicos são parte de uma crônica de mortes anunciadas é pouco. O que se viu (e se verá, infelizmente) constitui aquilo que a exacerbação dos espíritos em momentos de crise conduz os homens à violência, sem que o poder moderador do Estado atue de maneira efetiva”, disse.

Figueiró foi aparteado pelos senadores Cristóvam Buarque (PDT-DF), Rodrigo Rollemberg (PSB-DF) e Paulo Paim (PT-RS). “Certamente, o único que tem sangue terena aqui sou eu. Estou de coração partido. E digo que essa tragédia não aconteceu sem um alerta às autoridades maiores da Nação. É uma questão centenária que precisa de uma decisão imediata do Executivo Federal”, disse Ruben Figueiró após ouvir os comentários dos três parlamentares.

Ele ainda considerou lamentável a nota oficial expedida pelo Conselho Indigenista Missionário (CIMI) que responsabilizou a presidente Dilma Rousseff e o ministro da Justiça de se submeterem a pressão de produtores rurais. “Isto é absolutamente inverídico. A ministra chefe da Casa Civil, Gleisi Hofmann e o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, foram até extremamente cautelosos, apenas declarando que o governo estava estudando medidas acautelatórias como o fizeram com relação aos conflitos nos estados do Paraná e Rio Grande do Sul na questão da demarcação de terras”.

O senador sul-mato-grossense informou que participou de diversas reuniões no Palácio do Planalto sobre a demarcação de terras indígenas no Estado dele e que o governo federal foi alertado da iminência de confronto sangrento. Disse ainda que a polícia federal estava cumprindo uma ordem judicial de reintegração de posse, pois o proprietário da fazenda em questão tem a titulação da terra.

“É com profundo pesar que registro esses fatos. A população sul-mato-grossense está traumatizada. Não se tomou partido a favor desse ou daquele. Ela deseja apenas que a paz e a ordem sejam restabelecidos, que o direito dos produtores rurais seja respeitado. E também que os direitos tradicionais e inalienáveis da população indígena também o sejam, porque assim se estabelecerá a paz no meu Estado”, afirmou.

Fonte: Assessoria de Comunicação

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