O Seminário Internacional da Rota Bioceânica e o 6º Foro de los Gobiernos Subnacionales del Corredor Bioceânico, foi encerrado nesta terça-feira (20), em Campo Grande (MS), evento que reuniu mais de 1,2 mil participantes, entre autoridades do Brasil, Paraguai, Argentina e Chile, além de empresários e representantes da sociedade civil.
Com avanços significativos no projeto do Corredor Bioceânico, que ligará o Brasil ao Oceano Pacífico através de uma rota rodoviária de 3.320 km, a integração logística, segurança e infraestrutura estiveram no centro dos debates.
O governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel, destacou os avanços técnicos e a crescente cooperação entre os países envolvidos. “Foram quase R$ 30 milhões em negócios prospectados. Ainda não temos a rota pronta, mas há uma expectativa concreta se materializando”, afirmou.

Um dos desafios discutidos foi a unificação dos processos aduaneiros e migratórios, com o objetivo de reduzir tempo de espera e facilitar o fluxo de mercadorias e pessoas. “É essencial integrar processos e legislações para otimizar o transporte de cargas e passageiros”, destacou Alejandro Eduardo Marenco, secretário de segurança da província de Jujuy (Argentina).
O Chile também reforçou o interesse na atração de investimentos. O governador de Antofagasta, Ricardo Díaz Cortés, mencionou a criação de uma rede de zona franca com o Paraguai para fortalecer as relações comerciais.
O vereador Tonhão Empke (PSDB), presidente da Câmara Municipal de Três Lagoas, ressaltou a importância da rota para o desenvolvimento econômico e infraestrutural da cidade, destacando que o município se posiciona como um ponto estratégico no corredor internacional.
O evento, realizado pelo Governo de Mato Grosso do Sul, contou com o apoio da Semadesc, Fiems e Sebrae/MS, e reforçou o potencial econômico da Rota Bioceânica, que atravessa oito regiões de quatro países e promete impulsionar o comércio com o mercado asiático.


Com informações Agência de Noticias do Governo de MS


