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Sem reconhecimento por familiares, polícia tenta identificar pela digital homem atingido por botijão

Corpo de vítima morta após ser atingida por botijão pode ser enterrado como pessoa não identificada. Impressão digital precisa estar registrada no banco de dados do estado do RJ

15/10/2020 07h55
Por: Marcela Damore

RIO DE JANEIRO (RJ) – Os investigadores da Divisão de Homicídios da Capital (DHC) vão realizar uma identificação por impressões digitais na vítima que morreu após ser atingida por um botijão de gás, arremessado de um prédio em Copacabana, na Zona Sul do Rio.

O procedimento terá que ser feito já que nenhum familiar chegou para reconhecer o corpo, que segue no Instituto Médico Legal (IML), no Centro do Rio. O delegado responsável pela investigação, Cassiano Conte, afirmou ao G1 que é necessário que a vítima tenha algum documento registrado no sistema do estado do RJ para a técnica de reconhecimento funcionar.

“Como não apareceu nenhum familiar, a gente vai fazer a identificação datiloscópica nele. O procedimento é feito através da impressão digital. Tem um setor específico para realizar isso. A gente vai tirar a digital do corpo e, se acusar no sistema, nós conseguimos identificar ele. O problema é se ele não tiver nenhum documento registrado no estado do Rio de Janeiro”, afirmou o delegado Cassiano Conte.

“Seria mais fácil se chegasse um parente para identifica-lo. Com algum familiar, a gente compara com a possível identificação. Além disso, ainda estamos aguardando o laudo do IML e o resultado da perícia técnica de local do dia do fato”, completou.

Sem nenhum registro no banco de dados do estado do RJ, a vítima pode ser enterrada como pessoa não identificada. As únicas informações que a polícia tem é que a pessoa atingida era um vendedor de frutas em Copacabana, popularmente conhecido como Tronco.

O morador que arremessou objeto tem problemas mentais, segundo relato da irmã e de dois patrões. Ele foi indiciado por homicídio doloso pela Polícia Civil.

Prisão em flagrante

O caso aconteceu na Rua Aires Saldanha, em Copacabana, na Zona Sul do Rio de Janeiro, na tarde desta segunda-feira (12).

O homem que arremessou o botijão é o pedreiro Venílson da Silva, de 33 anos. Ele foi preso em flagrante e indiciado por homicídio doloso — quando a pessoa tem a intenção ou assume o risco de matar.

A irmã de Venílson disse à polícia que ele sofre de problemas mentais e que está em tratamento. A versão foi confirmada por duas outras pessoas que se apresentaram na delegacia como patrões de Venílson.

Informações do G1.

Botijão foi atirado pela janela de apartamento em Copacabana, na Zona Sul do Rio. Foto: Reprodução/ TV Globo.

Suspeito de atirar o botijão foi preso por policiais militares. Foto: Divulgação.

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