24/03/2016 – Atualizado em 24/03/2016
Por: Lucas Gustavo/ Neto
Fundada em Três Lagoas no ano de 1946, a biblioteca municipal ‘’Rosário Congro’’ foi instalada nas proximidades da Lagoa Maior em 2011. O Prédio é bastante amplo, dispõe de um acervo com mais de 30 mil livros e sete funcionários. No passado, o espaço funcionou como velório e, hoje, por falta de suporte da Administração pública, caminha prestes a ser ‘enterrado’. O órgão é vinculado à Secretaria de Educação e Cultura da Prefeitura.
Conforme investigado e constatado pela reportagem da Rádio Caçula, a biblioteca conta com 18 condicionadores de ar. A afirmação deveria ser motivo de orgulho para aos moradores, mas, ao invés disso, gera revolta. A realidade é que os equipamentos não podem ser ligados por conta da má distribuição elétrica do local. O padrão de energia não consegue dar sustento aos aparelhos em atividade.
Mesmo diante do calor, os servidores exercem suas atividades de segunda a sexta-feira, das 7h às 17h e se viram como podem. Informações dão conta que a prefeitura não repassa nenhuma verba para a manutenção da biblioteca e que parte dos livros foi doada pelos próprios moradores. O clima quente e abafado do prédio espanta a população e colabora para que a prática da leitura não seja disseminada.
Recentemente, de acordo com apuração da equipe de jornalismo da Rádio Caçula, funcionários da biblioteca compraram quatro ventiladores para distribuir entre as salas. Sem nenhuma verba, o dinheiro usado para quitar os equipamentos foi fruto de multas de frequentadores. O prazo para a devolução ou renovação da obra retirada é de uma semana. Passado esse período, o leitor tem de pagar R$ 1,00 por dia de atraso.
Não bastando a aquisição dos ventiladores, por incrível que pareça, as moedas do ‘’caixa’’ são utilizadas até na compra de copos descartáveis. Além disso, laboratório de informática, também muito quente, sofre, há muito tempo, com a falta de toner.

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