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Três Lagoas
sábado, 17 de outubro, 2026

Selvíria é a 2ªcidade com mais casos de dengue no Estado e Ministério Público cobra medidas

A situação é crítica no município de Selvíria, que fica a 74 km de Três Lagoas. A cidade vive uma explosão de casos de dengue e já ocupa a 2ª colocação no ranking estadual de incidência da doença.

Diante do cenário alarmante, o Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), por meio da 4ª Promotoria de Justiça de Três Lagoas, requisitou medidas emergenciais da Prefeitura, para conter o avanço da epidemia.

Segundo o Plano de Contingência de Arboviroses 2025/2026, o balanço mais recente mostra que até fevereiro deste ano, a cidade já havia registrado 213 casos confirmados e 427 notificações. Os números já superavam o total registrado em todo o ano anterior. A promotora Ana Cristina Carneiro Dias destacou que a falta de ações eficazes pode agravar ainda mais o quadro de saúde pública.

Em dezembro de 2024, Selvíria ocupava a 39ª posição entre os municípios de MS com maior número de casos. Três meses depois, de acordo com o boletim da 10ª semana epidemiológica de 2025, a cidade deu um salto preocupante para a 2ª colocação, caracterizando oficialmente uma epidemia.

MP quer ação efetiva e integrada da Prefeitura

O MPMS encaminhou um ofício com uma série de exigências à Secretaria Municipal de Saúde de Selvíria, com base nas diretrizes do Ministério da Saúde. Dentre as principais solicitações estão:

• Identificação do perfil epidemiológico dos infectados;
• Mapeamento das áreas críticas de maior incidência;
• Aplicação comprovada do fumacê (UBV pesada);
• Estratégias para vistoriar imóveis fechados;
• Campanhas de conscientização em escolas e rádios locais;
• Informações sobre o projeto “Tampa Fossa”, voltado à eliminação de criadouros em fossas domésticas.

Chuva e calor

A bióloga Jeane Alves de Jesus, da Vigilância Sanitária de Selvíria, explicou que o surto está ligado ao aumento das chuvas desde novembro, que criam ambientes ideais para a proliferação do mosquito Aedes aegypti. A especialista alerta para a necessidade da colaboração da população no combate aos criadouros.

“A Prefeitura tem feito ações, mas sem o envolvimento da comunidade, é impossível conter a doença”, destacou, em entrevista à imprensa.

Com a pressão do Ministério Público e o aumento vertiginoso de casos, a cidade está em alerta máximo. Agora, todas as atenções estão voltadas para a resposta do município: será que as ações virão a tempo de conter a epidemia?

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