A mãe de uma paciente alega ter sido agredida pelo segurança do local e por policiais
08/04/2019 11h06
Por: Deyvid Santos
Após uma confusão ocorrida na UPA (Unidade de Pronto Atendimento) de Três Lagoas (MS) na noite do último sábado (06), na manhã de hoje (08) a Secretária Municipal de Saúde Angelina Zuque e o Coordenador da UPA Fernando Garcia prestaram esclarecimentos a população, durante o Programa Toninha Campos.
Segundo relatos de diversos ouvintes e confirmados pela Secretaria Municipal de Saúde, uma mãe compareceu na unidade com uma criança com 37° de febre. Alterada, a mulher teria desacatado funcionários e pacientes do local, sendo necessária a intervenção da Polícia Militar.
A mulher alega ter sido agredida pelo segurança da UPA e demora no atendimento da criança. Entretanto, relatórios demonstram que a mesma foi atendida em 40 minutos. Segundo Angelina Zuque, a mulher já estava na porta do consultório quando se desentendeu com a mãe de outra criança, que disse que ela teria de esperar.
Na confusão, os servidores tiveram de acionar a polícia. Uma enfermeira chegou a tirar a criança do local e tentar acalmá-la para que não visse toda a situação. Os envolvidos na confusão foram parar na delegacia.
MEDO
Fernando disse que os funcionários da UPA estão com medo de trabalhar. Segundo ele, pessoas que não sabem o que realmente aconteceu na unidade estão espalhando o ódio nas redes sociais. “Estamos com prints de mensagens que dizem que a UPA precisa de uma chacina”, disse.
Ele ainda esclareceu que o segurança que fica no local tem a única função de controlar o fluxo de pessoas na unidade, uma vez que diversos pacientes vão até o local acompanhados por toda família. Fernando ainda pediu que mães que forem consultar ou acompanhar outros pacientes para que não levem seus filhos. “As vezes a criança chega aqui saudável, mas pode sair com alguma doença”.
DENÚNCIAS
Angelina destacou que na própria unidade existem meios de se fazer denúncias e resolver problemas. Em uma sala específica, um técnico conversa com o paciente e tenta acalmá-lo. São pessoas treinadas para não revidar agressões.
É importante também que o cidadão que se sentir lesado procure a Secretaria de Saúde para registrar sua reclamação, para que se possa fazer uma averiguação do caso.
A secretária ainda informou que existem câmeras de segurança em toda a unidade, para verificar problemas com servidores, problemas com médicos. Inclusive, através desse monitoramento, o coordenador consegue ver se a sala de espera está cheia, para acionar outro médico.
AUMENTO NA PROCURA
Dados apresentados por Fernando demonstram que os atendimentos na UPA, que costumavam ser entre 7 a 9 mil, passaram no último mês para 10.555. Segundo ele, isso se deve ao aumento nos casos de dengue, viroses e a demanda comum da unidade.
Segundo informou, existem quatro médicos na unidade, sendo que um é exclusivo para atendimentos de emergência. Uma questão no aumento de procura, segundo o coordendor, são as pessoas que vão atrás de atestado. Esses “pacientes”, que não precisam realmente de atendimento médico de urgência, apenas sobrecarregam o sistema e aumentam a fila de espera.
Angelina ainda disse que o próprio Ministério Público não tem liberado recurso para criação de novas UPAs.



