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Três Lagoas
quarta-feira, 14 de janeiro, 2026

‘Se a polícia vier, vai se arrepender’: “PH” agride pai, furta celular e desafia a PM no Vila Zuque

Aposentado vive sob ameaças constantes do suspeito, que também supostamente estaria jurado pelo crime após delatar bocas de fumo.

Um caso que escancara os limites da violência doméstica e da degradação causada pelas drogas chocou moradores de Três Lagoas na noite desta quarta-feira, 09. Um homem, conhecido no meio policial como “PH”, protagonizou um verdadeiro pesadelo familiar ao agredir o próprio pai, um idoso de 67 anos, furtar seu celular e ainda desafiar policiais militares com ameaças de morte.

O episódio, marcado por tensão e desespero, ocorreu na rua Maria Guilhermina Esteves, no bairro Vila Zuque. Segundo relatos do pai, que é aposentado, as agressões e ameaças do filho se tornaram rotina. PH mora nos fundos da residência da família e, sob efeito de drogas, já teria colocado os próprios irmãos em perigo, inclusive chegando a ameaçá-los com um facão.

Na noite mais recente, o agressor furtou o celular do pai e exigiu R$ 50 para devolver o aparelho. Ao receber um “não” como resposta, fugiu correndo com o objeto. Em desespero, o idoso saiu às ruas gritando “pega ladrão”, em um ato simbólico de revolta — o ladrão era, na verdade, seu próprio filho. “Eu que estou pagando as parcelas daquele celular”, lamentou o pai.

Cansado da situação, o idoso chegou a desabafar com a reportagem: “Prefiro matar meu filho do que continuar vivendo assim. Já pedi pra polícia moer ele no pau!”

Além da violência doméstica, PH teria cometido um ato que o colocou na mira do crime organizado: ele delatou dois supostos pontos de tráfico de drogas — um no Parque São Carlos e outro no São João — algo que, no submundo do tráfico, é considerado uma traição mortal.

A postura do agressor também tem revoltado a vizinhança. Segundo testemunhas, PH costuma debochar da presença policial e chegou a dizer, supostamente, que “a polícia não é de nada” e que “se vierem atrás, vão se arrepender”. Mesmo com a recorrência de chamados, a Polícia Militar encontra dificuldades para efetuar a prisão. O suspeito costuma fugir antes da chegada das viaturas, e dias depois retorna à residência para continuar o ciclo de ameaças e agressões.

O pai declarou que pretende formalizar uma denúncia nesta quinta-feira, 10, junto à Polícia Civil, na tentativa de obter medidas protetivas e alguma forma de proteção para ele e os demais familiares.

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