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quarta-feira, 1 de julho, 2026

Saúde de MS emite alerta aos pais de surto de síndrome mão-pé-boca em crianças

A transmissão acontece por contato direto com a saliva, secreções, fezes ou alimentos contaminados

A Saúde de Mato Grosso do Sul emitiu alerta aos pais do Estado diante de surto da síndrome mão-pé-boca em crianças de até cinco anos no Estado.   A doença causa aftas em toda a boca e lesões/úlceras nas mãos e nos pés, além de febre nos primeiros dias de manifestação.

Causada por vírus Coxsackie e Enterovírus, a síndrome pode se manifestar em até sete dias e ser transmitida por até quatro semanas após a recuperação. O mal-estar nas crianças é grande, já que não conseguem comer devido às feridas bucais.

A Coordenadoria Estadual de Vigilância Epidemiológica, através da coordenadora Ana Paula Rezende de Oliveira Goldfinger, explica que a transmissão acontece por meio do contato direto com a saliva, muco (secreções), fezes ou alimentos contaminados.

“É preciso que os pais fiquem atentos quanto ao comportamento dos filhos. Evite que andem em locais desconhecidos e sem higienização adequada e toquem em corrimãos. Se surgirem os sintomas, leve imediatamente para atendimento médico”, afirma.

Diante do retorno massivo às escolas de educação infantil, após reabertura, os casos têm aumentado muito.

Recomendações

Recomendações da gerente técnica de doenças agudas e exantemáticas da SES (Secretaria de Estado de Saúde), Jakeline Miranda Fonseca, explica que a criança ao ser diagnosticada com a doença deve permanecer em repouso em casa e tomar bastante líquido, além de alimentar-se bem.

“O recomendável é oferecer a criança alimentos pastosos como purês e mingaus, gelatinas e sorvete, por serem mais fáceis de engolir. Bebidas geladas, como sucos naturais, chás e água são indispensáveis e necessárias para a hidratação delas”.

Outra recomendação é para quem for manipular a criança, lavar as mãos após a troca de fraldas e o uso de lenços, e fazer o descarte em lixo fechado. Se a criança for maior, lavar as mãos dela com água e sabão também. Fazer o uso de etiqueta respiratória ao tossir ou espirrar – cobrir a boca com um lenço ou o antebraço. Evitar beijar a criança.

Tanto em casa quanto no ambiente escolar, a recomendação é higienizar a superfície, objetos, principalmente, os brinquedos ou maçanetas que possam ter contato direto com a saliva e secreções e até fezes. O ideal é que use um pouco de água sanitária diluída em água para fazer a desinfecção do ambiente.  Recomenda-se também a não compartilhar mamadeiras, talheres, copos ou lençóis.

Informações do site Campo Grande News

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