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Saiba quais são as diferenças dos sintomas de resfriado, gripe e dengue

Saúde – 06/05/2013 – 14:05

Com a chegada do outono e a proximidade do inverno, é comum surgirem sintomas como febre, dor de cabeça, dor muscular e cansaço. Esses sinais são ainda mais frequentes entre pessoas que passam muito tempo em ambientes fechados, como escritórios e o transporte público. Aí vem a dúvida: “Será que o que eu tenho é resfriado, gripe ou dengue?”

Para diferenciar os principais sinais de cada uma dessas doenças, que muitas vezes podem se confundir, o G1 ouviu médicos especialistas no assunto.

Segundo o clínico geral e infectologista Paulo Olzon, da Escola Paulista de Medicina/Unifesp, o resfriado atinge principalmente as vias aéreas superiores (nariz, faringe e laringe) e raramente dá febre – quando há, é baixa. Já a gripe pode acometer as vias aéreas inferiores (traqueia e pulmões, onde ficam os brônquios, bronquíolos e alvéolos). A dengue, por sua vez, manifesta sintomas pelo corpo todo, mas não há comprometimento respiratório, como tosse, dor de garganta, coriza e catarro.

Outros sintomas dessas três doenças podem ser mais ou menos severos, dependendo da imunidade da pessoa, da idade e da exposição prévia ao vírus – no caso da dengue, se o paciente já teve contato com o tipo 1, pode apresentar sintomas mais fortes ao pegar algum dos outros três. Durante os meses mais frios, porém, o número de vítimas da dengue costuma diminuir, pois o mosquito transmissor Aedes aegypti precisa de calor e umidade para se proliferar.

Já o resfriado é causado pelos rinovírus e outros cinco grupos principais, enquanto a gripe é transmitida pelos vírus influenza A, B ou C. A cada vez que um indivíduo é exposto a um tipo de vírus, fica imunizado, mas o problema é que esses micro-organismos sofrem mutações muito rapidamente, o que pode fazer com que uma pessoa tenha gripe ou resfriado centenas de vezes ao longo da vida.

De forma geral, os sintomas comuns ao resfriado, à gripe e à dengue aparecem de forma menos intensa no primeiro, moderada no segundo e severa no terceiro, de acordo com o infectologista Caio Rosenthal, do Hospital do Servidor Público Estadual de São Paulo e do Instituto de Infectologia Emílio Ribas.

Além disso, segundo o médico, é difícil diferenciar os sintomas da gripe comum e da suína, a A (H1N1). Rosenthal destaca que elas são provocadas por diferentes subtipos de influenza, mas os sinais são muito parecidos e se confundem. Atualmente, a melhor forma de se prevenir contra a gripe é tomar a vacina anual, que protege contra os três tipos de influenza que mais circularam no ano anterior: desta vez, são o A (H1N1), o A (H3N2) e o B.

Veja abaixo a tabela com os sintomas de cada doença:

Características

Resfriado

Gripe (comum e H1N1)

Dengue

Não chega a 38º C

Costuma ser alta, acima de 38º C

Alta, de início súbito

Fraca

Intensidade média

Forte

Fraca

Intensidade média

Forte. Também causa dor nos ossos e nas articulações, razão pela qual também é conhecida como “doença quebra-ossos”

Pode haver

Pode haver

Não

Fraca

Geralmente forte

Não

Sim

Sim

Não

Sim

Sim

Sim, com tontura e moleza

Fraco

Médio

Intenso

Intensa

Intensa

Não

Intenso

Intenso

Não

Não

Pode haver

Pode haver

Apenas quando há conjuntivite associada

Apenas quando há conjuntivite associada

Sim, e piora com o movimento dos olhos

Não

Não

Sim, principalmente no tórax e nos braços. É mais comnum na dengue hemorrágica ou na fase final do tipo clássico

Não

Sim, associados à febre

Sim, associados à febre

 

Comum e associado à perda do paladar e do olfato

Comum e associado à perda do paladar e do olfato

Comum e associado à perda do paladar

Geralmente não há, mas pode evoluir para uma sinusite

Pneumonia, broncopneumonia, otite, bronquite, sinusite e insuficiência respiratória

Ocorrem nos casos mais graves, como o tipo hemorrágico. Pode haver sangramento, insuficiência circulatória e choque, entre outros problemas, sendo capaz de levar à morte

De dois a quatro dias. Em fumantes, pode chegar a uma semana

Uma semana

De 10 a 12 dias

Fontes: Infectologista Caio Rosenthal, do Hospital do Servidor Público Estadual de São Paulo e do Instituto de Infectologia Emílio Ribas; clínico geral e infectologista Paulo Olzon, da Escola Paulista de Medicina/Unifesp, e Ministério da Saúde

 

Fonte: Bem Estar

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