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Três Lagoas
domingo, 18 de janeiro, 2026

Ribas cai nas graças da prostituição, que acena com “salário” de R$ 9 mil

Além dos milhares de trabalhadores da fábrica de celulose da Suzano, que deve chegar a 10 mil no pico da obra, o município de Ribas do Rio Pardo vive um segundo fluxo migratório: o da prostituição. Sede do maior canteiro de investimento privado do País, a cidade viu dobrar o número de boates. Numa delas, a gerente calcula que quem “trabalhar direito”, pode ter renda de R$ 9 mil por mês.

O mercado do sexo paira sobre Ribas. Na BR-262, placa de boate convida clientes. Quando a noite cai, da mesma rodovia, já se avista garota de programa vestindo somente lingerie na porta de uma das casas de prostituição, dançando e iluminada pelo piscar das luzes.

Pelas ruas, o clima é de choque de cultura. As mulheres reclamam da postura das profissionais do sexo, que saem a campo para fisgar clientes. Mesmo assim, veem a chegada das prostitutas como “mal necessário”, temerosas de aumento da violência sexual. Na cidade, que ainda se acostuma a não ser apenas um ponto de passagem para quem vai a Campo Grande ou São Paulo, correm vários vídeos das profissionais do sexo.

O mais famoso, na última semana, era o das garotas de programa dançando em cima de um caminhão. A gravação é acompanhada de um áudio atribuído ao motorista do veículo. Ele relata que estava abastecendo, sentiu o veículo chacoalhar e já tinham várias “quengas trepadas” no topo do caminhão.

Numa das portas da prostituição, a reportagem encontrou sete mulheres. Elas se interessam pela entrevista, contam que são de Campo Grande, mas não fazem programa na Capital. Uma hora de sexo custa R$ 200. Caso o cliente opte por cartão de débito, paga taxa de R$ 5. Outra cartolina cor de rosa informa que beber cerveja de 600 ml com uma das meninas custa R$ 20.

Uma das jovens, com a atenção dividida entre a entrevista e a caixa de música ofertada por vendedor ambulante que passa pelo local, conta que também já trabalhou em Três Lagoas. Ela pede para não sair em fotos, porque tem muitas tatuagens pelo corpo. “Tenho até na bunda, olha”, diz.

Na sequência, ergue a camisola para comprovar a afirmação. A entrevista é encerrada após a chegada de uma moça, que olha enviesado para as colegas e diz que não há interesse em falar com a imprensa.

Informações do site Campo Grande News

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