Júri considerou o histórico de agressões contra filha e inocentou também segundo acusado por falta de provas
O Tribunal do Júri de Três Lagoas absolveu o réu Valdecir Oliveira dos Santos, acusado de matar o genro com sete tiros em 2020. A decisão foi tomada pelo Conselho de Sentença, que reconheceu a tese de legítima defesa durante julgamento realizado no dia 31 de março.
O crime teve como vítima Adriano de Souza Silva e ocorreu após uma sequência de episódios de violência doméstica envolvendo a companheira dele, filha de Valdecir. Conforme o Ministério Público de Mato Grosso do Sul, as agressões começaram durante uma confraternização familiar, quando Adriano teria desferido um soco no rosto da mulher.
Após o episódio, Valdecir saiu à procura do genro e o encontrou nas proximidades de um posto de combustíveis. Houve nova discussão e, segundo a acusação, a vítima voltou a agredir a companheira, arremessando uma mesa que a atingiu na cabeça.
Ainda de acordo com a denúncia, o réu chegou a perseguir o genro inicialmente com uma faca. Em seguida, encontrou uma arma de fogo no carro da vítima. Após deixar a filha em casa, retornou ao local acompanhado de Antônio Telis da Silva, momento em que efetuou os disparos.
Os dois foram denunciados por homicídio qualificado, com alegação de motivo torpe e recurso que dificultou a defesa da vítima. No entanto, durante o julgamento, o promotor Luciano Anechini Lara Leite passou a defender a absolvição.
O Conselho de Sentença entendeu que Valdecir agiu em legítima defesa diante das agressões cometidas contra sua filha. Já em relação ao corréu, os jurados concluíram que não havia provas suficientes de sua participação no crime.
A sentença foi assinada pelo juiz Rodrigo Pedrini Marcos, encerrando o caso com a absolvição dos acusados.


