Crime aconteceu em abril de 2015
22/08/2018 12h14
Por: Ana Carolina Kozara
Luan Pereira Batista, 21 anos, acusado de sequestrar, torturar, assassinar e ocultar o cadáver de Valdeir Ferreira Viega, de 23 anos, foi a júri popular na manhã desta quarta-feira (22) e a sua pena pode sair a qualquer momento.
O assassinato aconteceu em abril de 2015 e o “tribunal do crime” foi organizado por Luan, “disciplina” da organização criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital) no condomínio Novo Oeste, para julgar o crime de violência sexual contra uma criança que o boliviano Valdeir teria cometido.
O boliviano, portador de deficiência mental, foi levado a um apartamento, torturado, morto e o cadáver abandonado ás margens do local conhecido como lagoa da Cargil no bairro Jupiá. O corpo foi encontrado por pescadores dias após o crime.
O “julgamento” aconteceu no bloco pardal, apartamento 104, e depois de ser condenado por seis pessoas que participavam do tribunal, o boliviano foi assassinado com 15 facadas.
O corpo estava com as mãos amarradas para trás, sobrancelhas raspadas e unhas pintadas em sinal de tortura.
O plano de morte e os autores foram identificados pela Polícia Civil, todos os envolvidos foram presos e devido à complexidade do caso o julgamento foi dividido em duas etapas, sendo Luan Julgado hoje (22) e os outros cinco envolvidos vão a júri popular em setembro.
Luan é julgado pelos crimes de Homicídio triplamente qualificado por motivo torpe, sem chance de defesa e contra pessoa com deficiência; tortura; ocultação de cadáver; integrar organização criminosa e corrupção de menor. As penas são acumulativas e podem ultrapassar os 50 anos de prisão.



