Lideranças políticas de Mato Grosso do Sul intensificaram a articulação em apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República no segundo turno das eleições. Na noite de quarta-feira (14), o governador reeleito Eduardo Riedel (PP), o senador eleito Reinaldo Azambuja (PL) e o também senador eleito Capitão Contar (PL) participaram de uma reunião em Campo Grande com cerca de 70 prefeitos, parlamentares e representantes de partidos aliados. O encontro teve como objetivo organizar as estratégias de campanha para a reta final da disputa presidencial, marcada para o dia 25 de outubro.
Batizada de “Missão Flávio 22”, a mobilização tem como meta elevar a votação de Flávio Bolsonaro em Mato Grosso do Sul, que ficou em aproximadamente 58% no primeiro turno, para 70% na próxima votação. Para alcançar esse resultado, o grupo pretende mobilizar lideranças municipais, ampliar a divulgação da candidatura e incentivar a participação dos eleitores que não compareceram às urnas na primeira etapa da eleição.
Uma das principais ações anunciadas será um adesivaço simultâneo nos 79 municípios sul-mato-grossenses, previsto para sábado (17), às 10h. A proposta é distribuir lideranças políticas pelas cidades para coordenar atividades de apoio ao candidato do PL. Eduardo Riedel confirmou participação na mobilização em Maracaju, enquanto Reinaldo Azambuja, Capitão Contar e outros parlamentares deverão atuar em diferentes municípios.
Durante o encontro, as lideranças destacaram a importância de transformar a aliança política estadual em apoio eleitoral à candidatura presidencial. Reinaldo Azambuja ressaltou a estrutura de representação política alinhada ao grupo, enquanto Riedel defendeu uma relação mais próxima entre o Governo Federal e Mato Grosso do Sul, especialmente para o encaminhamento de demandas nas áreas de saúde e infraestrutura. A estratégia também inclui ampliar o diálogo com os eleitores e fortalecer a atuação das bases políticas no interior.
Com a votação marcada para 25 de outubro, a “Missão Flávio 22” representa uma tentativa de concentrar esforços de prefeitos, deputados, senadores eleitos e dirigentes partidários em torno da candidatura de Flávio Bolsonaro. A meta de alcançar 70% dos votos no Estado foi apresentada pelas lideranças como objetivo da campanha, que agora busca converter a mobilização política em maior participação e apoio nas urnas.


