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Registros em cartórios apontam 2020 como o ano com mais mortes na história de Mato Grosso do Sul

Mais de 200 mil óbitos foram registrados no ano passado, maior número desde o início das estatísticas, em 1999. Média anual de crescimento subiu de 2,6% para 12,8% em 2020. Associação aponta pandemia como fator fundamental para aumento brusco.

25/01/2021 16h34
Por: Gabrielle Borges

O ano de 2020 foi o que mais registrou mortes na história dos registros de óbitos em cartórios de Mato Grosso do Sul, com 18.860. Os dados são do Portal da Transparência e foram divulgados nesta segunda-feira (25) pela Associação Nacional dos Registradores de Pessoas Naturais (Arpen-Brasil), que administra a plataforma e realiza as estatísticas vitais de óbitos do Registro Civil desde 1999.

Segundo a Arpen, os óbitos representam um aumento de 12,8% em relação a 2019. A média anual de crescimento de registros de óbitos era de 2,6% ao ano até o ano retrasado. A Associação aponta a pandemia de Covid-19 como a principal responsável pelo aumento tão brusco. As mortes por doenças respiratórias cresceram, por exemplo, 36,2% em comparação a 2019, passando de 5.944 para 8.099. A Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) foi a que mais registrou aumento, crescendo 100% no período em Mato Grosso do Sul.

Já entre os óbitos causados por doenças cardíacas, o registro que apontou maior crescimento foi o de falecimentos por Causas Cardiovasculares Inespecíficas, que cresceu 12,7% entre os anos. Outro número alarmante apontado pela Arpen foi o de mortes em domicílio, que registraram aumento de 23,8% em 2020 no estado.

As mortes por Causas Respiratórias fora de hospitais cresceram 30,8%, sendo que a Septicemia foi a que registrou a maior variação, com 39,3%. Também cresceram os óbitos por Insuficiência Respiratória, com 31,8% e Pneumonia, com aumento de 19,3%. Os registros de óbitos, feitos com base nos atestados assinados pelos médicos, apontam que 52 cidadãos de Mato Grosso do Sul morreram em decorrência da Covid-19 em suas casas.

Os óbitos por doenças cardíacas fora de hospitais também aumentaram, com crescimento de 17% na comparação com o ano anterior. O maior aumento ocorreu nas chamadas Causas Cardiovasculares Inespecíficas, com 40,9%, muito em razão de o falecimento ocorrer sem assistência médica, dificultando a qualificação da doença. Também cresceram os óbitos em casa por Acidente Vascular Cerebral (AVC), com 5,5%, e Infartos, que aumentarm 10,8%.

O presidente da Arpen de Mato Grosso do Sul, Marcus Roza, reforça a relevância dos dados

De acordo com a Arpen, o número de óbitos registrados em 2020 pode aumentar ainda mais, assim como a variação da média anual, uma vez que os prazos para registros chegam a prever um intervalo de até 15 dias entre o falecimento e o lançamento do registro no Portal da Transparência. A Associação foi fundada em setembro de 1993 e representa a classe dos oficiais de Registro Civil de todo o país.

Imagem Internet

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