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Redução na tarifa não afeta importação de energia do Brasil

Geral – 28/03/2013 – 18:03

O anúncio do governo federal de redução no custo da energia elétrica para consumidores e indústrias, no começo do ano, não deve afetar a comercialização do insumo fora do país. Professor do Grupo de Estudo do Setor de Energia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Guilherme Dantas aponta que, na hipótese de haver algum aumento de consumo decorrente da redução na tarifa, a necessidade não seria suprida via importação. “Se houver alguma mudança, será na relação com a usina de Itaipu. Além disso, os outros países não teriam condições de exportar”, diz. Atualmente, o Brasil produz a maior parte da energia utilizada, mas ainda importa da parte paraguaia de Itaipu.

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) explica, ainda, que a redução não tem relação com a comercialização de energia do Brasil para outros países. Segundo a instituição, o corte foi possível porque as usinas da década de 1970 que já amortizaram os investimentos seguiam vendendo a energia a preços de mercado. Uma vez amortizado o custo de implantação, os valores de operação ficam muito baixos, o que possibilitou a edição da Medida Provisória 579/2012, que reduziu o custo da energia elétrica por meio da renovação das concessões dos empreendimentos antigos e da definição de uma tarifa para remunerar a operação e a manutenção das instalações de geração e de transmissão.

Segurança energética

Conforme a Aneel, o Brasil “tem uma matriz energética muito ampla e total autonomia em relação à energia”. A professora Virginia Parede, do programa de energia da Universidade de São Paulo, contudo, ressalta que há diferença entre dizer que um país possui autonomia ou segurança energética. “O Brasil poderia ser autônomo, mas ainda compra uma parte da sua energia de Itaipu, além do gás natural que vem da Bolívia para as termelétricas. O que o país apresenta é uma grande segurança energética”, afirma.

A docente explica que, na maior parte do tempo, os reservatórios das hidrelétricas têm oferta abundante de água, enquanto as termelétricas funcionam como uma espécie de backup, acionadas quando as reservas baixam. “O Brasil, em alguns momentos, chega a gerar até 90% de sua energia”, aponta. 

De acordo com a Aneel, as usinas hidrelétricas compõem a base do parque gerador brasileiro e respondem por mais de 66% da capacidade do País. Apesar da grande capacidade energética, o Brasil não tem números expressivos no intercâmbio com outros países. Em 2012, por exemplo, foram exportados 657,197 megawatts médios para Uruguai e Bolívia, segundo dados da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica.

Virgínia destaca que, apesar de o País ter segurança energética atualmente, não se pode afirmar que a situação se manterá estável, e que o investimento e a ampliação de projetos do setor deva ser reforçado. A Aneel destaca que, nos últimos anos, diversas usinas hidrelétricas foram outorgadas, como Santo Antônio, em 2007, e Jirau, em 2008, e que há previsão de instalação de novas Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs).

Fonte: Portal Terra

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