Geral – 13/07/2012 – 07:07
Maria Conceição Costa (66), do Bairro Jardim das Violetas de Três Lagoas (MS), procurou a Rádio Caçula por estar desesperada. Segundo Maria, o INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) teria “dado” seu filho como morto e cancelado repentinamente o beneficio recebido por ele.
O FILHO
A senhora, aflita, contou que seu filho Aldo Soares de Oliveira (41) é invalido e precisa de atenção 24 horas por dia, porque além de ser cadeirante, não consegue segurar nada com as mãos e praticamente não fala.
“Aldo usa fraudas e precisa de diversos cuidados especiais, principalmente durante o banho”, revelou Maria, que além de viúva, não sabe ler e mora de favor.
O PROBLEMA
Depois de muita conversa, o problema de D. Maria foi compreendido por nossos repórteres. A senhora afirmou ter ido ao banco receber o beneficio do filho naturalmente, quando descobriu que não havia nada referente a Aldo depositado em sua conta, e seguindo coordenadas de um atendente do HSBC, foi até o INSS saber o que estava acontecendo. Ao chegar no Instituto do Seguro Social, um funcionário teria dito que Aldo constava no sistema como falecido. O desespero tomou conta da senhora, que ficou sem entender o que estava acontecendo, porque o filho estava vivo, e resolveu procurar a Rádio Caçula para que lhe ajudasse a solucionar o problema.
INSS
Repórteres da Rádio Caçula entraram em contato com Leidir Soares de Freitas, a chefe do Instituto Nacional do Seguro Social, e agendaram uma reunião, para saber exatamente o que estava acontecendo. Segundo Leidir, que recebeu nossos jornalistas de forma elegante e atenciosa, o seguro de Aldo estava liberado para saque, e que o problema seria uma senha, que precisava ser recadastrada no banco.
ALDO MORTO?
Quanto à informação de Aldo constar no sistema como falecido, Leidir disse não proceder, mas que a possibilidade existia e tinha nome: homônimos. Pessoas diferentes, mas com o mesmo nome, que falecem e o sistema cancela o beneficio de todos. E que após a comprovação de vida, são recadastradas e voltam a receber o beneficio naturalmente. Após esclarecimentos e instruções de Leidir, os profissionais da Rádio Caçula foram até banco HSBC, juntamente com Maria Conceição Costa, e aguardaram atendimento.
HSBC E O “EMPURRA, EMPURRA”
Maria foi recebida pelo guichê 04, e após consultar seu sistema, o atendente do HSBC informou que não existia qualquer beneficio liberado para Aldo Soares, na conta da senhora. Nossa equipe de reportagem, estarrecida, ouviu os argumentos do funcionário, que insinuava que o problema estava no INSS, e voltaram para o prédio do Instituto, localizado a Rua João Carrato, falar novamente com Leidir, diretora do órgão público.
RETORNO AO INSS
Leidir Soares de Freitas, mais uma vez recebeu prontamente nossos jornalistas, e após ouvir o relato dos profissionais, mostrou-se chocada e imediatamente telefonou para Rone Carlos Vilela, gerente da agência bancária, para saber o que estava acontecendo, porque o dinheiro de Aldo havia sido liberado há dias pelo INSS. Leidir, sensibilizada, disse para Rone que D. Maria estava cansada desse “vai e vem”, porque há mais de 30 dias, estava como uma “barata tonta” e nada se resolvia. Leidir cobrou solução imediata para o problema, o gerente do HSBC, miraculosamente, conseguiu localizar o beneficio de Aldo, e pediu que nossos repórteres voltassem para o banco, para que a operação de saque fosse realizada. Mais uma vez os jornalistas da Rádio Caçula “correram” para o banco, com D. Maria, esperançosos e ao mesmo tempo exaustos, afinal, mais de duas horas já haviam se passado.
DE VOLTA AO HSBC E O “CHÁ DE CADEIRA”
Os repórteres chegaram à agência bancária e pediram para conversar com Rone Carlos Vilela, mas foram informados que o gerente estava ocupadíssimo e não poderia atendê-los naquele momento, e que teriam que aguardar. (…) Foram mais de 30 minutos de “chá de cadeira”, até que os profissionais da Rádio Caçula se rebelassem e perguntassem para um dos que atendentes, se Rone estava pensando que ninguém ali tinha mais nada para fazer da vida, porque não suportavam mais esperar, já que o erro que impedia Maria de receber era do banco, por respeito, Rone deveria atendê-los prontamente. Após o pequeno tumulto, o “milagre” aconteceu e Rone resolveu receber nossa equipe de reportagem, de forma extremamente simpática, apesar de algumas funcionárias da agência, que passaram pela sala, terem ficado inquietas com a presença deste órgão de imprensa, manifestando em suas faces expressões de nojo e irritabilidade.
…E O DINHEIRO APARECEU…
Intrigantemente, o beneficio de Aldo “surgiu das cinzas” no sistema do banco. Rone Carlos Vilela alegou possuir em seu computador mais recursos que o primeiro atendente, e que por isso, teria conseguido localizar o dinheiro com certa facilidade.
O gerente afirmou que o problema em liberar o dinheiro era causado por Aldo não possuir uma conta individual, pois o benefício que recebia, era depositado na conta de sua mãe, por ser sua tutora, já que Aldo é invalido.
Rone Carlos Vilela fez um cartão para Aldo Soares, para que as contas fossem separadas e explicou o procedimento para D. Maria, que imediatamente sacou o dinheiro que estava retido.
FELICIDADE
A senhora Maria Conceição Costa, mal podia acreditar que finalmente havia conseguido sacar o dinheiro que tanto lhe fazia falta, e ao sair da agência bancária, contou para os jornalistas da Rádio Caçula que iria direto para o mercado, pois em sua residência, praticamente tudo havia se esgotado, desde alimentos a fraudas de Aldo.
PRESENTES
Nesta quinta-feira (12), por volta das 15h, repórteres da Rádio Caçula estiveram na casa da D. Maria, para entregar presentes enviados pela radialista Toninha Campos, que comovida, acompanhou o caso desde o inicio.
“Querida Maria, lhe envio alguns presentinhos, são simples, mas de coração. Espero que Deus ilumine sua vida, e dê saúde para o Aldo. Um beijo da sua amiga Toninha Campos”, disse a radialista, em bilhete anexado aos presentes.
A senhora, ao receber o agrado, encheu os olhos de lágrimas e disse:
“Toninha, que Deus te abençoe, que Deus te proteja e ilumine seus caminhos, para que você seja sempre feliz. Continue ajudando as pessoas necessitadas. Eu agradeço. Graças a Deus existe a Rádio Caçula para “acudir” as pessoas necessitadas, porque se fossemos esperar pelos outros, por políticos, não teríamos nada. A Rádio Caçula e a Toninha têm “levantado” a vida de muita gente, ninguém pode falar mal dessa rádio, de jeito nenhum. A Rádio Caçula é um parente que tenho aqui perto de mim, que me ajuda, porque gente, eu não sei nem o que falar para Toninha. Eu preciso ir na rádio dar um abraço daqueles nela e levar um presentinho também”, disse D. Maria, emocionada.
Este é o dever da Rádio Caçula, servir o povo, levando alegria e bonança para quem precisa.
AGRADECIMENTOS
A Rádio Caçula agradece ao apoio de Luciano Oliveira Pereira, gerente da “Drogaria Odeon”, da Avenida Eloy Chaves, e Valdir Correa, gerente do supermercado “Big Mart”, da Avenida Clodoaldo Garcia, pela colaboração.
Fonte: Da redação / Rádio Caçula


