11/03/2014 – Atualizado em 11/03/2014
A ABERT considera uma censura a liberdade de imprensa o fato ocorrido nesta manhã e o SINDJORMS pedirá explicações a Assessoria de Comunicação da Prefeitura de Três Lagoas
Por: Redação
Necessário que nossos representantes entendam, de uma vez por todas, que vivemos em uma democracia e que a construção desse processo (democrático) não se faz apenas de quatro em quatro anos, quando a população vai às urnas em um processo eleitoral.
Essa construção “deve” ser feita através de um diálogo constante entre os representantes do povo (no caso em questão, a prefeita) e a população, mas esta ultima, por sua vez, precisa de instrumentos livres que façam esse diálogo que, no caso, é a imprensa.
Não é admissível que governantes permaneçam encastelados dentro dos prédios públicos como se os mesmos fossem blindados, impedindo a população de tomar de conhecimento de acontecimentos relevantes para a sociedade ou maquiando os acontecimentos da maneira que melhor lhes convém, como no caso em questão.
No caso, estamos falando do vendaval que assolou da cidade de Três Lagoas, na última sexta – feira, tendo ocorrido vários prejuízos de toda ordem, inclusive com a destruição de prédios públicos, sendo que o mais danificado seria o novo Ginásio dos Esportes na circular da lagoa, onde foram efetuados gastos de aproximadamente R$ 9.000.000,00 (nove milhões de reais), e, ainda, há o conhecimento da existência de que mais ou menos seis (06) famílias encontram-se desabrigadas no Conjunto Habitacional Novo Oeste.
Essa nota de repúdio foi necessária, pois, hoje, a Radio Caçula, tomou conhecimento de que ocorreria uma coletiva de imprensa, às 09 horas da manhã, na Prefeitura Municipal, onde a Prefeita esclareceria tudo que fosse necessário relativo às destruições ocasionadas pela chuva.
Ocorre que, quando um dos repórteres da Radio Caçula chegou ao local, o mesmo foi informado pela chefe de assessoria de comunicação, a Srª Gabriela Carvalho Rodrigues, de que a Prefeita não daria entrevistas a essa Radio, apenas para as demais que se encontravam no local, sendo o mesmo retirado de dentro da sala onde toda a imprensa se encontrava, tendo que permanecer do lado de fora.
A justificativa foi brilhante: “Não foi permitida a entrada da Radio Caçula, pois, a mesma estava criticando muito a prefeita, ultimamente”.
Exige-se o rompimento urgente com esse tipo de hábito muito comum em nosso país, onde os governantes misturam indevidamente sua pessoa com o cargo que ocupam, e, acreditam fielmente, após a investidura no cargo público, que, quando falam, representam a si mesmo, e, não toda uma população, que, sem dúvida, merece ter acesso às mais variadas fontes de informações para que reflitam livremente sobre o que acontece em seu município e as decisões de seus governantes.
Sem dúvida, umas das maiores formas de afronta à Democracia ocorre quando retira da imprensa a liberdade de informação, liberdade essa que deve ser respeitada pelos nossos representantes sob pena de subversão da ordem democrática, já tão apequenada nos últimos tempos em face de todos os desmandos ocorridos no cenário político de todo Brasil.
Essa Nota de repúdio já foi enviada para ABERT ( Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão) e ao SINDJORMS (Sindicato dos Jornalistas e Profissionais do Mato Grosso do Sul) e ao FENAJ (Federação Nacional dos Jornalistas).
A Radio Caçula está aberta caso a Prefeita queira esclarecer ou explicar o lamentável ocorrido nesta manhã.



