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sexta-feira, 20 de março, 2026

“Quero que ele vá ao velório”, diz mãe de PM morto sobre advogado preso

A professora Edeves Carvalho foi até a delegacia onde motorista que matou o filho está preso

20/10/2020 08h03
Por: Marcela Damore

CAMPO GRANDE (MS) – Em estado de choque em frente à 3ª Delegacia de Polícia Civil, a professora Edeves Carvalho, 55 anos, mãe do soldado da Polícia Militar que morreu no trânsito por volta das 4h desta segunda-feira (19), pedia para falar com o advogado Helder da Cunha Rodrigues, 38 anos, motorista envolvido no acidente.

Helder foi preso em flagrante por dirigir sob efeito de álcool. Além de estar embriagado, ele não tem Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e tentou fugir a pé após a colisão envolvendo o carro que dirigia e a motocicleta de Luciano Abel de Carvalho Nunes, 29 anos.

“Queria que ele pudesse ir ao velório do meu filho. Ele e a família dele. Porque quando matou meu filho ele estava alcoolizado, mas agora está sóbrio, ninguém deve tirar a vida de ninguém. Nem quem está na cadeia merece a morte”, desabafou.

Chorando, a mãe contou que o filho era divorciado, morava sozinho, era de muito amigos e se viam com frequência.

“Quero falar com a pessoa que matou meu filho. Implorei para vê-lo. Estou há 3 horas aqui sem resposta. Ele atropelou. Tentou fugir. Não tem CNH. Acredito que tenho esse direito”, disse.

A professora não quis revelar o que pretendia dizer ao motorista, apenas deixou claro que não tem raiva dele. “Peço que não toquem em um fio de cabelo dele”, destacou.

CASO

Luciano seguia numa motocicleta Yamaha XJ6 300 cilindradas, quando foi atingido pelo Chevrolet Cobalt dirigido pelo advogado. Depois da pancada, tanto o corpo da vítima quanto o carro foram parar no canteiro central. O Corpo de Bombeiros foi acionado, tentou reanimar a vítima, mas sem sucesso. O PM morreu no local.

A colisão aconteceu no cruzamento sinalizado da Avenida Ministro João Arinos com a Centaurea, no Bairro Cidade Jardim, na saída para Três Lagoas, em Campo Grande. Ainda não há informação de quem furou o sinal vermelho. A Polícia Civil encontrou uma garrafa de vodca pela metade no carro do advogado. Helder passará por audiência de custódia na Justiça hoje, para definir se ficará preso esperando o andamento do inquérito ou se poderá responder em liberdade.

Segundo a Associação dos Militares Estaduais de Mato Grosso do Sul, o Soldado PM Luciano ingressou na corporação em 2014, trabalhou em diversas unidades e atualmente estava lotado no Batalhão de Guarda e Escolta.

Informações do Campo Grande News.

Professora em frente à delegacia é amparada por amigos. Foto: Henrique Kawaminami/ Campo Grande News.

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