Após a votação do Conselho de Ética da Câmara dos Deputados, o deputado Marcos Pollon destacou que o processo é uma perseguição aos parlamentares por defenderem a anistia aos presos políticos do 8 de janeiro. “Esse é o objetivo, impedir aqueles que não se dobram, que não se rendem, que não se vendem. Estamos sendo julgados porque nos levantamos por aqueles que não têm mais voz. Não teremos medo”.
Durante a sessão,os integrantes do Conselho de Ética aprovaram por 13 votos a 4 a suspensão do mandato de Marcos Pollon por dois meses. O presidente do Conselho destacou que Pollon não está suspenso, cabendo recurso na Comissão de Constituição e Justiça e Cidadania (CCJC), podendo ser apontado os erros e desrespeitos no andamento do processo. O processo também precisa passar por votação do plenário da Câmara dos Deputados.
Durante a reunião, Marcos Pollon voltou a denunciar abusos dos direitos humanos contra os presos políticos do 8 de janeiro, incluindo casos de violência, humilhação e negligência. “A humanidade grita mais alto para quem tem sangue correndo nas veias, o grau de injustiça que estamos vendo no nosso país é absurdo, é grotesco, desesperador Nós vimos os horrores decorrentes dessa prisão ilegal, dessa fantasia que apelidaram de golpe, que sequer tem fato definido, uma aberração jurídica”
O ato de ocupação da mesa diretora em defesa dos presos de oito de janeiro contou com a participação de mais de 80 parlamentares, entretanto foram pinçados somente três deputados para sofrerem representação ético disciplinar. Coincidentemente, desses três, dois são pré-candidatos ao Senado nas eleições deste ano. Marcos Pollon e Marcel van Hattem.


